- Ativistas portugueses integraram uma flotilha humanitária para a Faixa de Gaza e foram detidos pelas forças israelitas.
- Relatos indicam espancamentos, amarrões das algemas com violência, confrontos com violência física e psicológica; houve dois feridos no barco correspondente e pelo menos 35 pessoas com ferimentos.
- Gonçalo Reis e Beatriz Matos foram libertados após 72 horas e seguiram para Istambul, de onde viajaram hoje para o Porto, sendo recebidos por cerca de cinquenta pessoas.
- O Ministério da Segurança Nacional divulgou vídeos com parte da violência; os portugueses dizem que aquilo representa apenas uma parte e que foram espancados de forma sistemática.
- Beatriz Matos afirma que espera que o Governo se posicione e considere cortar relações com Israel; ambos indicam que voltariam a participar em ações similares.
Oito ativistas portugueses que seguiam numa flotilha humanitária para a Faixa de Gaza foram detidos em Israel. Durante o interrogatório, a força israelita utilizou violência física, com espancamentos e amarrações, segundo os relatos dos portugueses.
Entre os detidos estavam Gonçalo Reis dias, médico, e Beatriz Matos, médica, ambos envolvidos na missão. O grupo permaneceu sob custódia por 72 horas, com relatos de agressões físicas e pressão psicológica, conforme testemunhos prestados à chegada a Portugal.
Segundo Gonçalo Reis, a agressão incluiu golpes contundentes e algemas pressionadas de forma dolorosa, tendo ficado com limitações temporárias nos dedos. Beatriz Matos descreveu a detenção como uma vivência de severa violência, referindo-se a ferimentos em várias pessoas da flotilha, incluindo indivíduos baleados.
A chegada aos arredores de Francisco Sá Carneiro, no Porto, ocorreu esta sexta-feira de manhã, com cerca de 430 ativistas envolvidos na ação. Os dois portugueses chegaram acompanhados por familiares e amigos, recebidos calorosamente pela comunidade presente no aeroporto.
O ministro da Segurança Nacional de Israel divulgou vídeos que mostram supostos abusos, mas os portugueses afirmam que aquela filmagem representa apenas uma parte do que ocorreu, descrevendo o conjunto dos atos como violência sistemática e indiscriminada.
A missão foi interrompida, com expectativa de desfecho político. Beatriz Matos afirmou que esperava que o Governo português tomasse posição firme, potencialmente cortando relações com Israel, uma posição que, segundo ela, já foi desejada há muitos anos.
Os dois médicos ativistas regressaram a casa e afirmam que, se fosse necessário, repetiriam a ação humanitária. Enquanto isso, as memórias dos dias de detenção permanecem vivas entre os envolvidos e os que os solidários os acompanharam.
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