Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ativistas portugueses detidos em Israel relatam maus-tratos

Dois médicos ativistas portugueses detidos em Israel relatam espancamento e tortura durante flotilha para Gaza; regressam ao Porto com relatos de violência.

"Espancaram-nos e amarraram-nos. Foi horrível o que vivemos em Israel": ativistas portugueses relatam detenção
0:00
Carregando...
0:00

Oito ativistas portugueses que seguiam numa flotilha humanitária para a Faixa de Gaza foram detidos em Israel. Durante o interrogatório, a força israelita utilizou violência física, com espancamentos e amarrações, segundo os relatos dos portugueses.

Entre os detidos estavam Gonçalo Reis dias, médico, e Beatriz Matos, médica, ambos envolvidos na missão. O grupo permaneceu sob custódia por 72 horas, com relatos de agressões físicas e pressão psicológica, conforme testemunhos prestados à chegada a Portugal.

Segundo Gonçalo Reis, a agressão incluiu golpes contundentes e algemas pressionadas de forma dolorosa, tendo ficado com limitações temporárias nos dedos. Beatriz Matos descreveu a detenção como uma vivência de severa violência, referindo-se a ferimentos em várias pessoas da flotilha, incluindo indivíduos baleados.

A chegada aos arredores de Francisco Sá Carneiro, no Porto, ocorreu esta sexta-feira de manhã, com cerca de 430 ativistas envolvidos na ação. Os dois portugueses chegaram acompanhados por familiares e amigos, recebidos calorosamente pela comunidade presente no aeroporto.

O ministro da Segurança Nacional de Israel divulgou vídeos que mostram supostos abusos, mas os portugueses afirmam que aquela filmagem representa apenas uma parte do que ocorreu, descrevendo o conjunto dos atos como violência sistemática e indiscriminada.

A missão foi interrompida, com expectativa de desfecho político. Beatriz Matos afirmou que esperava que o Governo português tomasse posição firme, potencialmente cortando relações com Israel, uma posição que, segundo ela, já foi desejada há muitos anos.

Os dois médicos ativistas regressaram a casa e afirmam que, se fosse necessário, repetiriam a ação humanitária. Enquanto isso, as memórias dos dias de detenção permanecem vivas entre os envolvidos e os que os solidários os acompanharam.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais