Venâncio Mondlane apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique uma queixa por perseguição política, atualizando um relatório anterior. A denúncia inclui 436 casos de violência extrema contra o seu partido, a Anamola.
Em transmissão via Facebook, Mondlane referiu 56 assassinatos e reiterou dificuldades enfrentadas pela Anamola desde a criação do partido, há oito meses. Mencionou ainda tentativas de assassinato, incêndio de residências e homicídios de membros.
A denúncia foi apresentada na quarta-feira e divulgada na quinta, com Mondlane a falar de Mocubela, Zambézia, e Moatize, Tete, onde teriam ocorrido danos significativos, incluindo 50 casas incendiadas.
Mondlane é candidato presidencial em 2024 e líder da Anamola, partido que contestou o resultado eleitoral de 2024. O movimento de protestos que se seguiu gerou dezenas de mortos e confrontos com a polícia.
Contexto político
A Anamola foi lançada em agosto por Mondlane, que disputou a presidência. O pedido de PGR surge num momento de tensão entre o partido e o governo, com episódios de violência associados às manifestações pós-eleitorais.
O registo de violência inclui ataques a dirigentes e a residências de militantes, segundo a denúncia apresentada. A polícia confirmou o homicídio de Anselmo Vicente, coordenador da Anamola no Chimoio.
A organização que Mondlane dirige acusa o Estado de violações generalizadas contra o seu corpo eleitoral. Não houve resposta oficial adicional da PGR até ao momento.
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