- O Papa Leão XIV pediu o envolvimento de líderes religiosos na mediação política, em Yaoundé, capital dos Camarões, na segunda etapa da sua viagem à África.
- Afirmou que o mundo tem sede de paz e pediu fim das guerras, reunindo-se com o presidente Paul Biya, o primeiro-ministro Joseph Dion Ngute e o corpo diplomático.
- Defendeu o diálogo inter-religioso e a participação de líderes religiosos em iniciativas de mediação e reconciliação para acalmar tensões e prevenir radicalização.
- Destacou que as tradições religiosas, quando não deturpadas pelo fundamentalismo, ajudam a promover paz, justiça e reconciliação, mantendo o diálogo entre crenças diferentes.
- Abordou os conflitos internos nos Camarões, o sofrimento causado pela violência e a corrupção que desfigura a autoridade; a viagem segue para Angola e Guiné Equatorial, até 23 de abril, numa deslocação relevante para a Igreja Católica na África.
O Papa Leão XIV pediu o envolvimento de líderes religiosos na mediação política durante a segunda etapa da sua viagem à África, realizada em Yaoundé, Camarões. O apelo veio numa intervenção que enfatizou a necessidade de diálogo para terminar guerras e destruição.
Na capital camaronense, o Pontífice reuniu-se com o presidente Paul Biya, o primeiro-ministro Joseph Ngute e representantes do corpo diplomático. O objetivo foi promover uma abordagem baseada no diálogo, na cooperação e na reconciliação entre comunidades.
Leão XIV sublinhou que as tradições religiosas, quando não deturpadas pelo fundamentalismo, podem contribuir para a paz, a justiça e a dignidade humana. A intervenção também reforçou a importância do diálogo inter-religioso para reduzir tensões e evitar a radicalização.
O Papa apontou o equilíbrio entre segurança e direitos humanos, destacando a proteção dos mais vulneráveis. Além disso, denunciou o sofrimento resultante de conflitos internos nos Camarões e criticou a corrupção que, segundo a análise dele, desfigura a autoridade pública.
A deslocação do Papa, que prossegue até 23 de abril, inclui ainda visitas a Angola e à Guiné Equatorial. A viagem sublinha a importância estratégica do continente africano para a Igreja Católica, que conta com mais de 288 milhões de fiéis no mundo.
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