O Papa Leão XIV pediu o envolvimento de líderes religiosos na mediação política durante a segunda etapa da sua viagem à África, realizada em Yaoundé, Camarões. O apelo veio numa intervenção que enfatizou a necessidade de diálogo para terminar guerras e destruição.
Na capital camaronense, o Pontífice reuniu-se com o presidente Paul Biya, o primeiro-ministro Joseph Ngute e representantes do corpo diplomático. O objetivo foi promover uma abordagem baseada no diálogo, na cooperação e na reconciliação entre comunidades.
Leão XIV sublinhou que as tradições religiosas, quando não deturpadas pelo fundamentalismo, podem contribuir para a paz, a justiça e a dignidade humana. A intervenção também reforçou a importância do diálogo inter-religioso para reduzir tensões e evitar a radicalização.
O Papa apontou o equilíbrio entre segurança e direitos humanos, destacando a proteção dos mais vulneráveis. Além disso, denunciou o sofrimento resultante de conflitos internos nos Camarões e criticou a corrupção que, segundo a análise dele, desfigura a autoridade pública.
A deslocação do Papa, que prossegue até 23 de abril, inclui ainda visitas a Angola e à Guiné Equatorial. A viagem sublinha a importância estratégica do continente africano para a Igreja Católica, que conta com mais de 288 milhões de fiéis no mundo.
Entre na conversa da comunidade