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Polónia extradita arqueólogo russo Butyagin para a Ucrânia

Tribunal em Varsóvia decide extraditar o arqueólogo russo Alexander Butyagin para a Ucrânia, acusado de investigação arqueológica ilegal e danos culturais estimados em €4,5 milhões

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  • Um tribunal de Varsóvia autorizou a extradição de Oleksandr Butyagin para a Ucrânia, onde é acusado de investigação arqueológica ilegal e de destruir locais do património cultural na Crimeia.
  • Os danos são estimados em mais de 200 milhões de hryvnias (cerca de 4,5 milhões de euros).
  • Butyagin, chefe do setor de Arqueologia Antiga da costa norte do Mar Negro no Museu Hermitage, foi detido em dezembro de 2025 com base num mandado internacional emitido pela Ucrânia.
  • A expedição liderada por ele desde 1999 escavou em Mirmekii, na Crimeia, até 2014, quando a Crimeia foi anexada pela Rússia, continuando sem autorização ucraniana.
  • A defesa vai recorrer; há preocupação com a saúde do arqueólogo em caso de extradição e já se angariaram fundos para apoio jurídico.

O tribunal de Varsóvia ordenou a extradição de Alexander Butyagin para a Ucrânia, onde o arqueólogo é acusado de investigação arqueológica ilegal e de danos patrimoniais na Crimeia. A agência ucraniana aponta danos superiores a 200 milhões de hryvnias (cerca de 4,5 milhões de euros).

Butyagin, chefe do setor de Arqueologia Antiga da Costa Norte do Mar Negro no Museu Hermitage, foi detido em Varsóvia em dezembro de 2025, com base num mandado de captura internacional emitido pela Ucrânia. O arqueólogo tinha conhecimento do mandado, mas continuou a viajar para palestras no estrangeiro.

Desde 1999, Butyagin liderou a expedição do Hermitage à cidade de Mirmekii, na Crimeia, fundada no século VI a.C. por gregos. Até 2014, a Ua autorização de Kiev permitia a expedição; após a anexação, a Russia declarou Mirmekii património seu, mantendo escavações no território ocupado sem consentimento ucraniano.

Linha de defesa

A decisão de extradição não implica expulsão imediata. A defesa anunciou que vai recorrer. Os advogados contestam provas da destruição do monumento e o montante dos danos, além de levantarem preocupações sobre a saúde do arqueólogo caso seja enviado para a Ucrânia.

Após a detenção, iniciou-se uma campanha de angariação de fundos para apoio jurídico, com relatos de doações de várias centenas de milhares de dólares. Butyagin afirmou estar bem, embora não esperasse a decisão favorável do tribunal.

No plano internacional, Moscovo qualificou o caso como arbitrariedade jurídica. Caso seja extraditado, Butyagin pode enfrentar uma pena de até cinco anos de prisão, segundo as acusações ucranianas.

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