Um navio grego, o Maran Homer, foi atacado no mar Negro neste sábado, recebendo um disparo de um pequeno míssil ou drone. Os danos foram materiais, sem registo de vítimas, de acordo com o Governo grego.
O navio, fretado pela petrolífera Chevron, zarpou sem carga da cidade de Salónica, no mar Egeu, com destino ao porto russo de Novosibirsk, onde deveria carregar petróleo. O ataque ocorreu nas proximidades desse porto.
A tripulação é composta por 10 gregos, 13 filipinos e um romeno. O ministro dos Assuntos Marítimos da Grécia, Vasilis Kikilias, considerou inaceitável o ataque a navios de bandeira e propriedade gregas.
Contexto e desdobramentos
As circunstâncias do incidente permanecem desconhecidas, bem como a autoria. O ministro grego sugere que o ataque pode estar ligado a pressões regionais, sem indicar responsáveis específicos.
Algumas leituras apontam para uma relação com a decisão dos Estados Unidos de permitir, temporariamente, a venda de petróleo russo em trânsito durante um mês. A medida visa mitigar perturbações nos mercados provocadas pelo conflito.
A posição dos EUA foi criticada pela Ucrânia, que vê potencial de aumento de receitas para a Rússia no esforço de guerra, e pela União Europeia, que aplica sanções à Rússia desde 2022.
Após o ataque, o Maran Homer conseguiu manter a navegação por meios próprios, afastando-se da região, conforme informou o ministro grego.
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