O Exército de Israel lançou uma nova vaga de ataques contra posições do Hezbollah no Líbano, incluindo bombardeamentos em áreas centrais de Beirute. Segundo informações oficiais, as ofensivas ocorreram na madrugada de quarta-feira, sem aviso prévio, mirando alvos ligados ao grupo xiita.
O ataque mais destacado atingiu um prédio de apartamentos na área de Aicha Bakkar, no centro da capital libanesa. A área não está sob influência direta do Hezbollah, conforme relatos. A imprensa local cita quatro mortes, ainda sem confirmação oficial.
Estas ações representam a terceira ofensiva israelita fora dos redutos do Hezbollah desde o início do conflito atual, segundo a Al Jazeera. Evacuações tinham sido ordenadas para Dahiyeh, subúrio de Beirute onde o Hezbollah tem base.
Contexto
As forças israelitas continuam a bombardear posições do Hezbollah no sul do Líbano, num cenário em que o grupo retomou o lançamento de rockets contra Israel após uma pausa de mais de um ano.
O Hezbollah reapresentou ataques após confrontos anteriores entre Israel e o grupo, que tem apoio do Irão. As tensões escalaram desde o assassinato, em 2020, do líder iraniano de alto escalão, o que provocou mudanças estratégicas na região.
Deslocamentos e impacto humano
Desde o recrudescimento dos combates, dados oficiais apontam para deslocação de cerca de 780 mil libaneses, principalmente em Beirute e arredores. Observadores consideram que o número real pode ser maior, devido a registros incompletos.
Pelo menos 570 libaneses morreram e 1.444 ficaram feridos na more recente escalada, que desde 2 de março tenta superar fases anteriores do conflito, segundo o ministério da Saúde do Líbano.
Situação atual
A tensão persiste, com operações militares e deslocamentos contínuos. Autoridades libanesas acompanham os desdobramentos, enquanto comunidades locais buscam abrigo e assistência humanitária. O governo do Líbano permanece sob pressão para gerenciar os impactos da guerra.
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