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Guerra e indiferença: análise dos impactos e das respostas humanas

Indiferença global perante a violência bélica persiste, mas emergem vozes que defendem o pacifismo e a negociação como caminho essencial

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  • A guerra da Ucrânia e o conflito no Irão provocaram nos europeus uma vontade de se organizarem e de investirem na defesa, num contexto internacional mais agressivo.
  • Ao mesmo tempo, difundiu-se a ideia de que a “lei da força” pode vencer a negociação, tornando o diálogo menos visto como caminho possível.
  • A indiferença perante a destruição da guerra é criticada, associada à banalização de imagens de terror e à linguagem que transforma vilões em heróis.
  • Exemplos citados incluem o elogio ao ataque ao Irão como “excursão” e o vídeo da Casa Branca que mistura filmes de Hollywood com imagens reais.
  • Há chamada para reacender o pacifismo, condenando a guerra como método de resolução de dife­rends, mantendo a necessidade de negociação e da regulação internacional.

Cresce num tempo em que a guerra era condenada, sobretudo a colonial. Em Portugal, a mobilisation era temida pelas mães e pelas raparigas. A paz era vista como valor inquestionável.

Em poucos anos, a situação mudou. A guerra da Ucrânia, iniciada pela ofensiva russa, e o conflito envolvendo o Irão, com envolvimento americano, abriram dois caminhos de leitura internacional.

Primeiro, os europeus perceberam a necessidade de organização e defesa num cenário internacional mais agressivo. Segundo, ficou a ideia de que a lei da força pode ter retorno, tornando o diálogo menos valorizado.

O que mais assusta é a indiferença que acompanha o horror da guerra. A banalização de imagens de terror e uma linguagem agressiva que transforma vilões em heróis alimentam essa distância.

Indiferença também quando se ouve o presidente dos EUA dizer, *é apenas uma “excursão”*. Indiferença perante o vídeo da Casa Branca que mistura cinema com ataques reais.

Indiferença quando se minimiza o ataque dos EUA que atingiu uma escola de raparigas, desvaloriza-se a violência e a morte.

Há uma réstia de esperança em quem não aceita estes tempos. O cardeal Blase Cupich condenou o vídeo da Casa Branca e pediu humanidade, criticando o entretenimento com imagens de morte.

É preciso responder com indignação pública semelhante à que mobilizou outras épocas. É necessária uma recuperação do pacifismo que movia comunidades no passado.

A guerra não deve ser o método para resolver conflitos nem para punir injustiças. A regra da força não pode substituir a negociação e a regulação internacional. A guerra não pode ser indiferente.

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