O Irão viveu nesta terça-feira o dia mais intenso de ataques perpetrados pelos EUA, com Teerã a sofrer novas investidas e a responder de forma continuada. Washington anunciou que a ofensiva contou com o maior número de combatentes e bombardeiros até ao momento, justificando a retaliação.
O secretário de Defesa dos EUA prometeu repetidas ofensivas dentro do Irão, enquanto o Presidente Donald Trump sugeriu que a guerra pode evoluir, sem indicar prazos. As ações atingiram alvos na capital iraniana e fora do território, aumentando a tensão com países vizinhos e aliados regionais.
Telavive informou novos ataques contra infraestruturas da Guarda Revolucionária (IRGC) em Teerão, com explosões registadas em várias áreas. O Irão reagiu com novas ameaças e conduziu operações militares de resposta, elevando a escalada na região.
Desdobramentos regionais
Na região, o Iraque foi atingido por ações de grupos pró-Teerão no contexto de confrontos entre forças iraquianas e elementos alinhados com o Irão. Um grupo armado comunicou quatro mortes após um bombardeamento que atribui aos EUA. A IRGC alegou ter dirigido mísseis contra a base aérea de Al-Harir, no território iraquiano.
O Irão informou ter lançado uma nova ofensiva contra alvos em Israel e Estados Unidos. No Golfo, a maior refinaria dos Emirados Árabes Unidos suspendeu operações após um ataque com drone, enquanto o Catar denunciou ataques contra infraestruturas civis. Bahrain também registou explosões na região central. A Turquia prepara-se para receber o sistema de defesa Patriot, após violações de espaço aéreo.
Diplomacia e respostas internacionais marcaram o dia, com a Dinamarca e os Países Baixos realocando equipas de embaixadas em Teerão para Baku, no Azerbaijão. Além disso, as autoridades iranianas condenaram a morte de quatro diplomatas num ataque israelita a um hotel em Beirute.
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