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Presidente do Irão rejeita exigências dos EUA e pede desculpas pelos ataques ao Golfo

Presidente do Irão rejeita rendição incondicional dos EUA e pede desculpa pelos ataques a países vizinhos, em escalada com EUA, Israel e Golfo

Discurso do presidente iraniano Masoud Pezeshkian durante uma cerimónia em Teerão, 1 de janeiro de 2026
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Masoud Pezeshkian, Presidente do Irão, rejeitou as exigências de rendição incondicional dos EUA, classificando-as de inaceitáveis. Pedidos de desculpa foram partilhados por ele por ataques aos países vizinhos, em meio a escalada de confrontos entre o Irão e potências ocidentais.

Em discurso transmitido pela televisão estatal, Pezeshkian afirmou que o Irão pode defender a sua dignidade e soberania. Também citou falhas de comunicação que teriam contribuído para ataques contra países vizinhos, promovendo uma suspensão dos ataques por parte de Teerão.

Pelas redes sociais, o chefe de Estado disse que há tentativas de mediação entre alguns Estados, mas o Irão não abdica da sua posição. A imprensa iraniana citou a mudança de comando nas forças como fator para o atual contágio do conflito.

Os EUA e Israel mantêm ataques aéreos de alto elalão contra o Irão, com alvos nas capacidades militares, liderança e programa nuclear. Washington já autorizou venda de armas a Israel no valor de 151 milhões de dólares, consolidando a pressão na região.

O Secretário do Tesouro dos EUA sinalizou que a ofensiva tem ainda pela frente a fase mais intensa. O embaixador do Irão na ONU assegurou que Teerão tomará todas as medidas necessárias para se defender.

Explosões foram registadas na zona ocidental de Teerão, num cenário de ataques de retaliação. Israel afirmou ter iniciado uma grande vaga de ataques, ampliando a duração do confronto regional.

No Golfo, sirenes soaram no Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos durante a madrugada, enquanto as forças iranianas ataques de mísseis e drones para alvos árabes. Dubai relatou explosões e ativação das defesas aéreas.

A Arábia Saudita disse ter interceptado drones dirigidos ao seu campo Shaybah e abatido um míssil balístico perto de uma base que alberga forças americanas. O Dubai, por sua vez, ativou defesas e pediu precauções aos passageiros do aeroporto.

Analistas destacam que o conflito tem potencial para afetar a economia regional, com o preço do petróleo a subir. A Agência Internacional de Energia tem pedido contenção e diálogo entre as partes.

Registaram-se, também, reacções diplomáticas entre as partes envolvidas, com combinações de negociações e retórica militar. O panorama regional permanece tenso, com o risco de descontrole ainda presente.

Segundo estimativas oficiais, o conflito já provocou centenas de mortos no Irão, no Líbano e em Israel, além de algumas dezenas de vítimas entre militares dos EUA. As autoridades destacam a necessidade de soluções pacíficas para evitar mais derramamento de sangue.

Repercussões regionais

A escalada levou países vizinhos a reforçar defesas e a avaliar impactos económicos. Especialistas apontam para a possibilidade de interrupções na cadeia de fornecimento de energia e volatilidade nos mercados globais.

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