O Governo afirmou no parlamento que está aberto a melhorar as condições de voto para os emigrantes. A garantia veio do ministro dos Negócios Estrangeiros, em resposta a um requerimento do Chega.
Paulo Rangel disse que a matéria é complexa e recorrente, mas que têm existido progressos. O MNE foi ouvido em comissão, após o pedido de audição apresentado a 24 de fevereiro.
O Chega, que pediu o voto eletrónico para a diáspora, destacou as dificuldades vividas pelos eleitores no estrangeiro. Os deputados salientaram que muitos emigrantes sentem-se desvalorizados no processo.
Contexto e críticas
Cristina Rodrigues, do Chega, afirmou que o partido recebeu milhares de reclamações sobre os sufrágios no estrangeiro, criaram um email dedicado ao tema e apontou problemas como distância geográfica e dias úteis de voto.
A deputada mencionou ainda relatos de perda de dias de trabalho e dificuldades de comunicação, defendendo que o voto na diáspora precisa de melhorias.
O Chega anunciou que vai apresentar uma proposta de alteração à lei eleitoral, que depende da maioria no Parlamento para avançar.
Posições e cenários
Paulo Rangel disse que o Governo pretende melhorar as condições, mas alertou para os riscos do voto eletrónico, lembrando os 50 anos de democracia em que se privilegiou o modelo atual.
Carlos Gonçalves, do PSD, lembrou várias alterações eleitorais propostas pelo seu partido que, segundo ele, foram chumbadas, criticando o Chega por não conhecer a realidade das comunidades.
Rodrigo Saraiva, da Iniciativa Liberal, defendeu uma harmonização do voto presidencial e referiu que houve gente que não sabia que o voto não podia ser feito por carta.
Dados recentes
Na segunda volta da eleição presidencial, em 8 de fevereiro, a diáspora registou uma abstenção de 95,17%, ligeiramente menor que os 95,91% da primeira volta.
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