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Europa enfrenta extremos climáticos em 2025, com 11 gráficos

Europa aquece duas vezes mais rápido que a média global em 2025, com área ardida superior a um milhão de hectares e ondas de calor marinhas extensas

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O Estado do Clima na Europa 2025 revela um agravamento acelerado do aquecimento. Segundo o relatório, a Europa está a aquecer aproximadamente o dobro da média global. Em termos absolutos, o continente já registou mais 2,5 °C face ao período pré-industrial.

Entre 1980 e hoje, a taxa de aquecimento mantém-se superior à do planeta, com impactos já visíveis em incêndios, água e geleiras. O ano de 2025 destacou-se por recordes em várias frentes climáticas no continente.

Que aconteceu

A área ardida na Europa em 2025 ultrapassou um milhão de hectares, o maior registo desde o início das monitorizações. Portugal e Espanha concentraram cerca de 65% do total, com Portugal a registar 265.139 hectares queimados até agosto.

Porquê e como se distribuiu

Os especialistas atribuem o fogo extremo à combinação de ondas de calor, seca estival prolongada e padrões atmosféricos persistentes. Em paralelo, a temperatura do ar registou ondas de calor em regiões recentes, incluindo Fenoscândia.

O Norte aquece de forma inédita

No Norte, ocorreu uma onda de calor de três semanas na Noruega, Suécia, Finlândia e na Fenoscândia subártica, com temperaturas acima de 30 °C dentro do Círculo Polar. O pico foi de 34,9 °C em Frosta, Noruega.

O gelo perde terreno

A camada de gelo da Gronelândia perdeu cerca de 139 gigatoneladas em 2025, equivalente a 1,5 vezes o volume de gelo dos maiores glaciares dos Alpes. A taxa de derretimento acompanha o aquecimento regional.

Rios sob pressão

Cerca de 70% dos rios europeus apresentaram caudais abaixo da média durante grande parte de 2025. Em maio, mais da metade do território encontrava-se em seca, pese embora Portugal tenha ficado relativamente menos afetado.

O frio que resta no mapa

A área com gelo ou geada por longos períodos no inverno diminuiu face a décadas anteriores. As regiões com pelo menos 14 dias consecutivos de geada registaram redução, sinalizando mudanças na dinâmica de frio regional.

O oceano também sofre

A temperatura média da superfície do mar atingiu níveis recordes pela quarta vez consecutiva. 86% da área oceânica europeia foi afetada por ondas de calor marinhas, com 36% em condições severas ou extremas.

Que impactos para o futuro

As tendências indicam continuidade de eventos extremos, com efeitos crescentes em ecossistemas, agricultura e infraestruturas. Os investigadores pedem monitorização contínua e estratégias de adaptação eficientes.

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