- O Festival Monstra celebra a 25.ª edição, até 22 de março, com perto de 500 filmes e foco na natureza e sustentabilidade, mantendo forte presença de cinema português.
- O programa inclui sessões como Animação Reciclada e Paisagens em Movimento, com filmes nacionais como Ice Merchants, Agouro e Abraço do Vento.
- Há uma competição de curtas-metragens portuguesas e sete longas em concurso, incluindo Marcel e Monsieur Pagnol, Decorado e A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva.
- Pela primeira vez há uma secção competitiva de média-metragem, com coproduções portuguesas A Filha da Água e Kosmogonia.
- O festival mantém a solidariedade ao povo palestiniano com Para Gaza com Amor: Uma Animjam Global, celebra os 50 anos da Aardman, expõe o espólio de Vasco Granja e abre com O Pedro e o Lobo; realiza-se no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Cinema City Alvalade.
O Festival de Animação de Lisboa Monstra inicia esta quinta-feira a sua 25.ª edição, com quase 500 filmes programados. O foco recai sobre natureza e sustentabilidade, sem deixar de fora domínio português e a atenção ao povo palestiniano. O certame decorre em Lisboa e prolonga-se até 22 de março.
A organização sublinha que a edição procura uma reflexão transversal sobre o planeta, a paisagem e a relação do ser humano com o ambiente. O programa inclui sessões temáticas como Animação Reciclada e Paisagens em Movimento, com foco em materiais reutilizados e na paisagem como protagonista.
Entre os títulos portugueses em destaque estão Ice Merchants, de João Gonzalez, Agouro, de David Doutel e Vasco Sá, e Abraço do Vento, de José Miguel Ribeiro. A seleção reúne obras que exploram ambientes naturais e intervenções humanas.
Programação e Competições
Uma das competições reúne curta-metragem portuguesa com A Última Meia, de Carolina Batista, Machinarium, de João Pedro Oliveira, e Argumentos a Favor do Amor, de Gabriel Abrantes. Completam o lote Corça, Lembra de Mim, Sombras de Nós Próprios, Amarelo Banana, Cão Sozinho e Porque hoje é Sábado.
Na mesma linha, há sete longas em competição, incluindo Marcel e Monsieur Pagnol, de Sylvain Chomet, e Decorado, de Alberto Vázquez. A coprodução com a Espanha Sardinha em Lata está entre os nomeados para os Goya, e A Pequena Amélie ou a Personagem da Chuva, nomeada para os Óscares.
Pela primeira vez, o Monstra cria uma secção competitiva para média-metragem (15 a 40 minutos), com coproduções portuguesas como A Filha da Água, de Sandra Desmazières, e Kosmogonia, de Karolina Chabier, em competição.
Eventos, Exposições e Mercado
O festival mantém a solidariedade ao povo palestiniano com Para Gaza com Amor: Uma Animjam Global, um conjunto de 56 microfilmes de autores de várias nacionalidades, com curadoria de Joanna Quinn, que estará presente em Lisboa. O Monstra celebra também os 50 anos do estúdio britânico Aardman, conhecido por Wallace & Gromit e Morph.
A programação inclui ainda uma exposição dedicada ao espólio de Vasco Granja e uma mostra para lembrar os 60 anos do Animacijas Brigade, estúdio da Letónia. O espaço do Museu da Marioneta acolhe a mostra dedicada a este universo.
O foco técnico do festival mantém-se ativo, com encontros de produtores ibero-americanos e bálticos e várias masterclasses para profissionais da animação. A abertura conta com um cine-concerto da Orquestra de Sopros da Academia de Música de Santa Cecília, acompanhando O Pedro e o Lobo.
O Monstra acontece no Cinema São Jorge, na Cinemateca Portuguesa e no Cinema City Alvalade, todos em Lisboa. O conjunto de atividades promete uma edição robusta, com cinema, educação e indústria a convergir num único certame.
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