- Satélite da NASA Van Allen A, com cerca de 600 quilos, está em queda descontrolada em direção à Terra; a reentrada está prevista para terça-feira às 19h45, hora do leste dos EUA (23h45 em Portugal continental), com uma margem de erro de cerca de 24 horas.
- A NASA prevê que a maior parte do dispositivo se desintegre na reentrada, mas pode haver partes que atinjam o solo.
- O risco de danos a pessoas na Terra é estimado em cerca de 1 em 4.200.
- A NASA e a Força Espacial vão continuar a monitorizar a reentrada e a fornecer atualizações sobre as previsões.
- Entre 2012 e 2019, a nave Van Allen A e a sua “gémea” Van Allen B estudaram os cinturões de Van Allen; a previsão é que Van Allen B não regresse à atmosfera antes de 2030.
Um satélite da NASA está a descer descontroladamente em direção à Terra, informou a agência na segunda-feira. O Van Allen A deverá reentrar na atmosfera terrestre nesta terça, às 19h45 (EST), cerca de 23h45 em Portugal continental, com margem de erro de cerca de 24 horas.
O equipamento pesa cerca de 600 quilos. A maior parte deverá desintegrar-se durante a trajetória, embora exista a possibilidade de que parte do satélite chegue ao solo. O risco de danos a pessoas é estimado em 1 em 4.200.
A NASA e a Força Espacial devem manter a monitorização da reentrada e emitir atualizações com previsões adicionais. O incidente reforça a importância dos cinturões de Van Allen, protegendo o planeta de ventos solares intensos.
Contexto histórico e trajeto de operação
Entre 2012 e 2019, a Van Allen A e a sua nave gémea, Van Allen B, sobrevoaram os cinturões de Van Allen para estudar a captura e a perda de partículas. Os cinturões ajudam a proteger a Terra de tempestades solares e de partículas energéticas.
O estudo visa compreender como as partículas ficam presas ou são perdidas no campo magnético da Terra, contribuindo para a segurança de missões futuras. A equipa científico-researcher trabalha com modelos de previsão de reentrada.
Prognóstico atual e perspetiva
Os cientistas estimam que a Van Allen B não deverá regressar à atmosfera antes de 2030. A equipa técnica mantém a vigilância para ajustar previsões à medida que surgem dados de telemetria. A divulgação de alterações é feita pela NASA.
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