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Serpentes perderam hormona da fome e tornaram-se especialistas em jejum

Investigação liderada por Portugal aponta que serpentes perderam a grelina, explicando jejum prolongado e abrindo caminho para estudos de obesidade

Serpente *Hapsidophrys principis*, endémica da ilha do Príncipe
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  • Novo estudo internacional é liderado por investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).
  • O trabalho aponta que as serpentes perderam o gene responsável pela produção da grelina, hormona associada à regulação da fome.
  • Esta perda evolutiva pode explicar a capacidade de as serpentes sobreviverem meses sem comer.
  • Os resultados podem contribuir para novas abordagens no estudo da obesidade.

Ao que tudo indica, as serpentes podem ter perdido um gene chave relacionado com a fome. Um estudo internacional, liderado por investigadores do Ciimar e da FCUP, sugere que a ausência da hormona grelina está ligada à capacidade de jejum prolongado destes répteis. A descoberta pode abrir caminhos para pesquisas sobre obesidade.

O trabalho envolve cientistas do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (Ciimar) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). A pesquisa é apresentada como resultado de uma colaboração internacional, com foco na evolução hormonal das serpentes.

O estudo analisa a relação entre a produção de grelina e a tolerância a longos períodos sem alimentação, associando a perda deste gene a comportamentos de jejum. Os autores apontam que este fenómeno pode explicar, em parte, a resistência de algumas espécies a riscos de escassez alimentar.

Implicações para a obesidade

Os investigadores sugerem que compreender a regulação da grelina em serpentes pode inspirar abordagens para a obesidade em humanos. A pesquisa reforça a ideia de que mudanças evolutivas hormonais influenciam padrões de alimentação.

A notícia ressalva que os resultados são preliminares e requerem validação adicional. O estudo destaca a importância de modelos evolutivos para entender a alimentação e o metabolismo, sem propor aplicações clínicas imediatas.

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