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Universidades exigem taxa de 10% à tutela para processar bolsas da FCT

Universidades pedem à tutela uma taxa de 10% por cada bolsa aprovada pela FCT, alegando que o processamento passa a caber às instituições

Há bolseiros que pediram empréstimos enquanto aguardavam pagamento
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  • As universidades pediram ao Governo uma taxa de 10% por cada bolsa de investigação aprovada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
  • A FCT passa a ser apenas financiadora, ficando as instituições de Ensino Superior responsáveis pelo processamento das bolsas e pela análise de documentação de investigadores com bolsas de doutoramento.
  • O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Paulo Jorge Ferreira, confirmou a proposta ao JN.
  • A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) denuncia problemas na transição, com atrasos e pagamentos este mês de projetos aprovados em agosto, cujos contratos iniciaram a 1 de setembro.
  • As universidades aguardam esclarecimentos do Governo sobre a implementação da nova taxa.

As universidades pediram ao Governo uma taxa de 10% por cada bolsa de investigação aprovada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). A cobrança surge na sequência de a FCT passar a ser apenas financiadora, ficando a análise e o processamento das bolsas por parte das Instituições de Ensino Superior.

O pedido foi revelado pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Paulo Jorge Ferreira, ao JN. O objetivo é compensar o trabalho de processamento que recai sobre as universidades.

Quem está envolvido é a FCT, que mantém o financiamento, o CRUP e as universidades que passam a processar as bolsas. A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) denuncia a transição, apontando atrasos e dificuldades na implementação.

A mudança entrou em vigor com a validação de bolsistas para contratos iniciados a 1 de setembro. Segundo ABIC, alguns projetos aprovados em agosto ainda aguardam pagamento neste mês devido ao novo fluxo de gestão.

O que está em causa é a organização do fluxo de pagamentos e o tempo de resposta às situações de financiamento. A situação levanta questões sobre a eficiência do novo modelo de gestão das bolsas de investigação.

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