- O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou para uma campanha cibernética global, patrocinada por um Estado estrangeiro, que procura obter acesso às contas de WhatsApp e Signal de governantes, diplomatas, militares e outros responsáveis com acesso a informação.
- O SIS não identifica o país responsável, mas serviços de informação holandeses apontam para hackers do Estado russo.
- Os atacantes tentam que os utilizadores divulguem dados sensíveis, como senhas, para comprometer contas.
- Podem aceder a conversações individuais e de grupo, a ficheiros partilhados e até lançar novas campanhas de phishing contra os contactos.
- A campanha está em curso e foca-se na obtenção de dados sensíveis de lideranças e militares.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha cibernética global, supostamente patrocinada por um Estado estrangeiro, com o objetivo de obter acesso às contas de WhatsApp e de Signal de governantes, diplomatas, militares e outros responsáveis com acesso a informação. O alerta foi divulgado na terça-feira e descreve um cenário de atuação em várias jurisdições.
De acordo com o SIS, os atacantes procuram induzir os utilizadores a partilhar dados sensíveis, incluindo palavras-passe, para comprometer as contas nas plataformas. Além de acesso a conversações individuais, os hackers podem aceder a conversações de grupo, ficheros partilhados e até lançar novas campanhas de phishing dirigidas aos contactos dos utilizadores.
Alerta de origem e contexto internacional
Embora o SIS não identifique o Estado responsável, um alerta holandês divulgado na véspera faz referência explícita a hackers do Estado russo, associando o ataque a uma campanha coordenada. O objetivo descrito envolve extrair informação sensível contida em conversas protegidas por WhatsApp e Signal.
Os serviços de informação portugueses descrevem que os atacantes podem acompanhar atividades, manter vigilância constante e adaptar as campanhas de phishing conforme os alvos. O alerta reforça a necessidade de reforçar métodos de verificação e de não partilhar credenciais por vias não seguras.
As autoridades recomendam aos utilizadores de plataformas de mensagens que adotem práticas de segurança, como autenticação em dois fatores, verificação de ligações e atualização regular de aplicações. O SIS sublinha que a veracidade da ameaça depende da vigilância contínua dos utilizadores e das plataformas.
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