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Charlize Theron recorda noite em que mãe matou o pai para salvar a família

Charlize Theron recorda noite em que a mãe matou o pai para salvar a família, trauma que moldou a sua carreira e o ativismo pela paz

Charlize Theron tinha 15 anos quando viveu uma noite de violência em casa, na África do Sul
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  • A atriz Charlize Theron tinha quinze anos quando viveu uma noite em que a mãe, Gerda, matou o pai para salvar a família, após ouvir o carro chegar à propriedade.
  • O pai entrou em casa armado e disparou contra as portas de aço; Theron e a mãe refugiaram-se no quarto e seguraram a porta para se proteger.
  • Gerda atirou no corredor, atingiu o irmão do marido na mão e, depois, matou o marido que tentava armar-se de novo.
  • Theron disse que não é assombrada pelo episódio e que falar dele ajuda outras pessoas; a experiência influenciou o seu trabalho humanitário, incluindo o papel de Mensageira da Paz das Nações Unidas, em dois mil e oito.
  • No dia seguinte, a mãe mandou-a regressar à escola e à rotina, sem terapeutas na altura; Theron afirma que a mãe salvou a sua vida.

Charlize Theron recorda uma noite em que a mãe salvou a família após um ataque na casa onde viviam na África do Sul. A atriz era então menina de 15 anos quando o som de um carro na entrada a alertou para o perigo que se aproximava. O episódio foi contado numa entrevista à The New York Times Magazine.

Antes do ataque, houve um conflito numa reunião familiar. Theron entrou apressadamente na casa do tio sem cumprimentos, o que despoletou uma reação do pai. A tensão transformou-se rapidamente em confrontos entre gerações, numa altura em que as normas de respeito eram valorizadas pela família.

Quando regressaram a casa com a mãe, Gerda, Theron procurou manter-se segura no quarto e pediu à mãe para fazer o mesmo. A estrutura da casa não oferecia fechaduras seguras, e restava apenas segurar a porta com o próprio corpo para impedir a entrada. O pai regressou com armas à mão, disparando contra as portas da casa.

Momento decisivo e consequências

A mãe reagiu, seguindo o caminho de defesa. No decorrer do incidente, Gerda conseguiu atingir o marido com uma arma de fogo, após um trajeto pelo corredor que envolveu o uso de um ricochete. O homem acabou por perder a vida, numa sequência de agressões que refletiu o contexto de violência vivido na altura na região.

Décadas depois, Theron diz não se sentir assombrada pelo que aconteceu, e encara o episódio como uma forma de dar sentido à experiência. O trauma motivou-a a desenvolver o seu ativismo, nomeadamente ao nível da proteção de vítimas de violência doméstica.

A atriz passou a apoiar iniciativas de paz e assistência às vítimas. Em 2008 foi nomeada Mensageira da Paz das Nações Unidas, tendo participado em projetos junto de organizações como a CARE. O objetivo é orientar comunidades para prevenir situações semelhantes.

No dia seguinte ao incidente, a mãe decidiu que era essencial retomar a normalidade. Theron descreve que a rotina escolar foi mantida para restaurar o equilíbrio familiar. A memória da noite manteve-se como um marco, mas a prioridade foi reconstruir a vida diária.

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