- Doze investigadores portugueses vão instalar no deserto do Chile o telescópio solar POET, operado remotamente a partir de Portugal, no Observatório do Paranal, em Atacama.
- A instalação, que dura três semanas, acontece junto dos atuais telescópios do Paranal e permitirá observações de elevada resolução.
- O equipamento foi desenvolvido em parte nos laboratórios de Ciências da Universidade de Lisboa, com parte da estrutura fabricada em Itália.
- O objetivo é começar a recolher os primeiros dados em 8 de abril e contribuir para perceber melhor o Sol, bem como exoplanetas e sistemas estelares parecidos com a Terra.
- O telescópio ficará a 2.600 metros de altitude e será o único capaz de observar a luz solar com esse nível de precisão, segundo os investigadores.
O telescope POET, desenvolvido em Portugal, será instalado no deserto do Chile para observações solares de alta resolução. Doze investigadores portugueses vão conduzir a instalação, com observações a serem controladas remotamente a partir de Portugal.
A equipa, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e de universidades de Lisboa e do Porto, parte no fim de semana para o Observatório do Paranal, no Atacama. O trabalho deve durar três semanas e ficar pronto para recolha de dados.
Detalhes da conceção e do local
O equipamento foi construído em parte nos laboratórios de Ciências da ULisboa, com parte da estrutura fabricada em Itália. O objetivo é iniciar a recolha de dados em 8 de abril, para estudar o Sol, exoplanetas e sistemas estelares semelhantes à Terra.
O POET permite observar a luz solar com um nível de detalhe inédito, servindo de referência para entender fenómenos estelares. Os investigadores afirmam que o observatório Paranal manterá as demais observações noturnas, enquanto este instrumento opera de dia.
Objetivos científicos
Os cientistas pretendem aprofundar o conhecimento sobre o nosso Sol e sobre exoplanetas de interesse. Ainda que já exista números consideráveis de exoplanetas detectados, o foco está naqueles com maior probabilidade de possivelmente abrigar vida.
O projeto aposta na observação de estrelas e sistemas que se assemelham à Terra, para ampliar a compreensão de condições que permitam a habitabilidade. O POET é descrito como único pela sua capacidade de observar a luz solar com tanta precisão.
O engenheiro Alexandre Cabral sublinha que o método combina observação remota com controlo a partir de Portugal, reduzindo a necessidade de deslocações frequentes. O desenvolvimento envolve tecnologia que já influenciou sensores em câmaras de telemóvel.
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