Mais uma pesquisa internacional aponta para uma diferença significativa no risco de lesões entre mulheres e homens em acidentes de viação. O estudo austríaco analisa dados entre 2012 e 2024 e conclui que, em embates, as mulheres têm 1,6 vezes mais probabilidade de sofrer lesões do que os homens. O resumo aponta ainda que as sequelas físicas aparecem em 89,6% das mulheres, frente a 56,5% dos homens.
A discrepância persiste mesmo com avanços tecnológicos e reforços de segurança automóvel. Os investigadores apontam que o modo como se viaja, nomeadamente no lugar do passageiro, está relacionado com o maior risco para as mulheres. Outros fatores também contribuem para a maior vulnerabilidade.
O estudo identifica ainda que o peso dos cintos de segurança, ao serem acionados, pode exercer pressão excessiva sobre o tórax das passageiras. Em colisões de baixa velocidade, o risco é similar entre os sexos; porém, acima dos 50 anos, as mulheres registam danos mais elevados.
Fatores de risco e desenho de segurança
Os autores questionam a adequação dos testes de segurança atuais, que utilizam apenas dois tamanhos de manequim, baseados no modelo masculino, com o feminino representado por um corpo menor que 95% das mulheres reais. Corina Klug critica a abordagem.
A coordenadora do projeto DIVERSE – Diferenças entre Homens e Mulheres na Proteção de Ocupantes de Veículos, da Universidade de Tecnologia de Graz, sublinha a necessidade de mudanças na forma de estudo e ensaio de proteções. A investigação aponta para mudanças estruturais nos testes.
A researchers concluem que a proteção ao ocupante deveria considerar a diversidade corporal, especialmente para quem viaja no lugar do passageiro, tradicionalmente ocupado por mulheres. A pesquisa reforça a urgência de evoluir padrões de segurança veicular.
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