O Natal de 2024 foi vivido por dois jogadores de voleibol em cenários fora de Portugal. Alexandre Ferreira e José Pedro Gomes partilharam as suas perspetivas sobre as celebrações festivas, as rotinas profissionais e os contrastes culturais que enfrentam longe de casa. As experiências variam entre Japão, Coreia do Sul e Médio Oriente, mas a vontade de manter tradições persiste.
Alexandre Ferreira, Japão
O capitão da Seleção Nacional joga pelo Tokyo Great Bears e tem 34 anos. Conta que o Japão e a Coreia do Sul chegam a ter celebrações parecidas, com o Natal visto mais como Dia de amigos do que de família. Restaurantes costumam encolher rapidamente na época festiva.
Ferreira destaca que, na Coreia, a troca de presentes acontece entre amigos, enquanto no Japão é comum a troca entre casais. Em termos gastronómicos, a curiosidade leva-o a observar tradições locais, como a possível ida ao KFC para o frango natalício, uma prática que aguarda experimentar.
Mesmo longe de Portugal, o atleta tenta manter o espírito natalício em casa, com árvores de Natal, presépio e presentes entre familiares. A maior dificuldade é reproduzir as iguarias portuguesas, nomeadamente rabanadas e bacalhau, levando a um distanciamento de tradições ao longo dos anos.
A agenda é marcada pela competição: os campeonatos não param, com treinos e jogos diários. As ruas continuam iluminadas e há espaço para pequenas compras. Num país donde as celebrações não ocupam tanto o clustering familiar, o espírito persiste.
José Pedro Gomes, Kuwait
José Pedro Gomes, 31 anos, tem estado a partilhar a visão de alguém que vive a carreira internacional com várias passagens pelo estrangeiro. O atleta celebra o que o voleibol lhe trouxe: conhecimento de culturas diversas e novas perspetivas que a prática desportiva proporcionou.
A carreira levou-o a países como Alemanha, Roménia, Bélgica, Grécia, Arábia Saudita e Kuwait, o que fortalece a visão de que a diversidade cultural é um dos maiores ganhos da profissão. O Médio Oriente revela-se, para si, hospitaleiro e surpreendente pela autenticidade das tradições locais.
Gomes destaca a Roménia como um lugar onde o sentido de Natal é mais presente, e o Médio Oriente pela hospitalidade. Em Arábia Saudita, onde o campeonato não pára, recorda treinos a 24 e 25 de dezembro, uma realidade habitual no circuito.
Apesar da distância, o jogador encontra momentos de convivência: no ano passado participou numa ceia de Natal com Idner Martins, treinador e ex-jogador. Este ano aguarda a visita de familiares, o que facilita a adaptação à distância. A saudade persiste, especialmente pelo crescimento da família, mas as videochamadas ajudam a manter os laços.
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