João Almeida, principal talento do ciclismo português, fez uma leitura do ano de 2025 como o mais vitorioso da carreira, apesar de uma queda na 7.ª etapa da Volta a França que lhe causou uma costela partida. O balanço foi feito na fase de pré‑época com a UAE Emirates.
O percurso de 2025 ficou marcado por vitórias de relevo, incluindo o Angliru, e etapas na Volta à Suíça. Almeida reconhece ter atingido um novo patamar, mantendo a convicção de estar a evoluir, apesar do contratempo sofrido na Volta em França.
Na entrevista à revista espanhola Ciclismo a Fondo, o português destacou que a queda o deixou sem margem para hesitar, ainda que tenha tentado continuar. A lesão não o impediu de manter o foco em objetivos a longo prazo.
A convivência na UAE Emirates com Tadej Pogacar é descrita como motivadora. Almeida elogia o companheiro esloveno e afirma que a motivação diária é ser a melhor versão de si mesmo, mantendo ambições ascendentes na généralidade das grandes voltas.
Entre os momentos mais marcantes de 2025, Almeida realça a vitória no Angliru e a conquista de etapas na Volta à Suíça, bem como a consistência ao longo da época. O objetivo permanece vencer uma grande volta, seja Giro ou Vuelta.
Rui Costa, ídolo de infância, é lembrado como referência que hoje partilha equipa com o português. Almeida cita o orgulho de ter o antigo ídolo como colega de equipa e reforça a motivação para evoluir diariamente.
Para 2026, o calendário já está definido: a época abre na Figueira Champions Classic e na Volta ao Algarve. A presença no Tour de França é vista como praticamente garantida, com a incerteza sobre a segunda grande volta ainda por definir.
O objetivo continuo é concreto: transformar o sonho de vencer uma grande volta num título alcançável, mantendo o foco na consistência, na resistência e na capacidade de superar adversidades em provas de alto nível.
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