A Podium Events apresentou uma providência cautelar contra a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) após a decisão de cessar o contrato de concessão da Volta a Portugal. A empresa, que organiza também a Volta ao Alentejo e a Volta à Portugal do Futuro, afirma que vai defender a legalidade, a transparência e o património desportivo nacional, num processo que considera necessário para manter o acordo vigente até 2026.
A Podium alega que existem verbas devedidas referentes aos anos de 2020 e 2021, períodos fortemente afetados pela Covid-19. Apesar de solicitações formais, em reuniões e por escrito, afirma que o acerto de contas nunca foi realizado.
A FPC anunciou, a 10 de novembro, a antecipação do fim da concessão da Volta a Portugal devido a incumprimento reiterado por parte da Podium. Segundo a federação, a situação agravou-se ao longo do último ano, mesmo após tentativas de resolução amigável.
Paralelamente, a FPC revelou ter firmado uma nova parceria estratégica com a Emesports, empresa internacional sediada em Espanha, para organizar a 52.ª Volta ao Algarve, a 87.ª Volta a Portugal e a 43.ª Volta ao Alentejo. A Emesports é liderada por Ezequiel Mosquera, ex-piloto profissional.
A narrativa entre as partes envolve também o futuro da Volta a Portugal, com a Podium a manifestar a esperança de organizar a prova em 2026, mantendo o contrato de exploração, conforme o modelo anteriormente apresentado. A FPC, por seu turno, aponta para a continuidade das provas sob nova aliança com a Emesports.
O que está em foco é a continuidade do calendário de provas, o cumprimento contratual e o equilíbrio entre interesses do ciclismo, da federação e da empresa organizadora. Não há, neste momento, declarações de conclusões ou opiniões públicas sobre o desfecho do processo.
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