A Real Federação Espanhola de Andebol (RFEBM) apresentou uma queixa formal à Polícia Nacional devido a uma vaga de ataques racistas e xenófobos dirigidos a jogadoras da seleção feminina, as chamadas Las Guerreras, durante o Mundial de 2025. A decisão foi tomada com o apoio das jogadoras e da equipa técnica, e a abordagem inicial da Polícia Nacional priorizou a discrição para não comprometer as investigações.
No início do torneio, a RFEBM manteve o tema em sigilo para não perturbar a concentração da equipa, focada na competição. A direção da federação, liderada por Francisco V. Blázquez, condenou os incidentes publicamente e reforçou o compromisso com o fair play e a inclusão no desporto.
A queixa apresentada envolve ataques xenófobos direcionados a várias atletas, incluindo Donila So Delgado, Carmen Arroyo, Kaba Gassama e as irmãs Lyndie e Lysa Tchaptchet, cujos familiares são descendentes de imigrantes. As jogadoras afetadas partilharam comentários recebidos após uma derrota frente às Ilhas Faroé.
Francisco V. Blázquez afirmou que não haverá tolerância a discursos racistas ou xenófobos e destacou o papel do desporto como agente integrador. A autoridade federativa indicou que as investigações prosseguirão com o apoio da equipa técnica e das jogadoras, mantendo o silêncio estratégico até avanços relevantes.
Entre os objetivos da RFEBM está levar os autores à justiça e promover um ambiente desportivamente justo. A denúncia foi enviada com base em mensagens recebidas durante o Mundial, em contexto de competição internacional, segundo a federação. A Polícia Nacional informou sobre a continuidade das apurações.
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