O ex-treinador Carlos Barroca anunciou a sua candidatura à Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) para o próximo semestre, defendendo uma liderança inclusiva e a tomada de decisões de forma coletiva. O objetivo é unir clubes, técnicos e atletas em torno de soluções reais para o basquetebol nacional.
Barroca afirma que a base e a formação devem ser prioridades para criar uma pirâmide estrutural que permita o crescimento sustentado no topo, com especial atenção aos formatos de competição e ao papel dos jogadores estrangeiros. A meta é fortalecer a liga profissional e a seleção portuguesa.
A defesa de maior coesão surge num contexto em que a participação de estrangeiros é discutida, e onde algumas propostas apontam para regras internas que permitam maior mobilidade de jogadores portugueses entre equipas e maior aproveitamento de atletas locais.
A intervenção de Barroca também destaca a importância de reformas internas sobre o uso de estrangeiros e a organização de play-offs, com a ideia de que decisões relevantes devem nascer do consenso entre clubes e das associações regionais, não de um modelo rígido de cima para baixo.
No historial, o entrevistado relembra a experiência com a Portugal Telecom, onde a aposta em jogadores estrangeiros serviu para elevar o nível europeu, mas com a necessidade de manter tempo de jogo significativo para jogadores portugueses após a competição internacional.
O objetivo central é manter o espetáculo competitivo sem prejudicar o desenvolvimento de talentos nacionais, promovendo um equilíbrio que permita mais minutos aos jovens promissores ao longo da temporada, em vez de depender apenas de importações.
A candidatura de Barroca, que concorre com outras figuras do basquetebol, surge numa altura em que há debate sobre como organizar a liga de forma mais coesa e eficaz, assegurando participação equitativa das equipas e sustentabilidade financeira.
Barroca reforça a ideia de que a liderança da FPB deve ser agregadora, envolvendo todas as entidades ligadas ao basquetebol, para que as decisões refletiam o que as pessoas da modalidade entendem como melhor para o desporto em Portugal.
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