Carlos Burle, surfista brasileiro de 58 anos, foi engolido por uma onda gigante na Nazaré, em Portugal, e permaneceu submerso por vários segundos. A operação de resgate ocorreu durante uma sequência de ondas de maior intensidade, com as equipas a recuar perante a força da corrente. Burle manteve a consciência até ser assistido pelos mergulhadores e socorristas.
O episódio aconteceu no contexto de uma sessão de surf na Costa Portuguesa, em que o atleta enfrentou condições adversas. A divulgação inicial descreveu Burle como vítima em estado crítico, com dificuldades respiratórias, alvo de uma intervenção de resgate complexa. O caso ganhou particular notoriedade pela experiência do surfista e pela situação extrema vivida no mar.
Recentemente, Burle relatou em entrevista o que descreve como o pior calço. Indicou que houve uma sensação intensa de não conseguir respirar, que o retorno à superfície foi difícil e que a recuperação na praia foi rápida após a retirada do colete de flutuação. Mencionou ainda a pressão exercida pela profundidade, pelas roupas de borracha e pela câmara que o acompanhava, que complicaram o retorno à superfície.
Detalhes da recuperação
O surfista explicou que ficou muito tempo no fundo, o que elevou a pressão sobre os pulmões. A soma do colete insuflável com as vestes contribuiu para a dificuldade respiratória. Ao subir, ainda enfrentou novo impacto de onda, o que atrasou o restabelecimento. Ao chegar à areia, afirmou ter sentido uma sensação de renascimento após a remoção do equipamento.
Burle descreveu que, mesmo com o esforço de respirar, houve momentos de exaustão. Em entrevista ao UOL, o brasileiro afirmou que a memória do episódio persiste, mas que a recuperação ocorreu de forma rápida após receber auxílio na praia. A família e a equipa de apoio acompanham o processo de recuperação do atleta.
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