Catarina, uma menina de 3 anos, luta para manter as terapias que lhe permitiram evoluir desde o nascimento. Nascida com paralisia cerebral, enfrentou várias cirurgias e semanas de internamento. Hoje já consegue andar e participar em brincadeiras, graças aos tratamentos diários.
Na gravidez, tudo parecia normal até ao terceiro trimestre, quando a ecografia mostrou ausência de líquido amniótico. O parto ocorreu de urgência e os médicos temiam pelo bebé. A mãe, Joana Silva, recorda que muitos achavam que Catarina não sobreviveria.
Após nascer, Catarina foi reanimada três vezes e passou mais de 60 dias hospitalizada. Enfrentou infeções, pneumonia e convulsões; o intestino ficou sem funcionar durante 20 dias. Foram cinco cirurgias ao longo da primeira infância.
Desde então, os dias da família são marcados pela fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. Catarina realiza cerca de três horas e meia diárias no Centro de Reabilitação Intensiva em Neurologia de Braga.
O custo mensal das terapias ronda os 3000 euros, valor que persiste apesar do apoio público limitado. A mãe explica que, até aos dois anos, as terapias decorriam pelo SNS, mas com cobertura insuficiente.
Desenvolvimento observado desde Braga
Desde que iniciou em Braga, em setembro, o progresso é visível. A menina já anda com menos desequilíbrio, responde quando é chamada e começa a brincar, algo que antes não fazia. A evolução tem sido gradual, mas contínua.
Nesta família, manter as terapias tem sido um desafio financeiro constante. O abandono não é opção, segundo Joana, que reforça o objetivo de oferecer o melhor para Catarina.
Movimento de Esperança
Foi criada a página Movi mento_de_Esperança para divulgar o caso e angariar donativos. Além disso, é possível ver donativos diretos ao Centro de Reabilitação Intensiva em Neurologia de Braga, que ajudam a cobrir parte das sessões. Catarina tem um grau de incapacidade de 88%.
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