- O movimento cívico Porto Cidade Responsável pediu à secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, a divulgação de um parecer técnico que justifique a transferência da sala de consumo assistido do Bairro da Pasteleira para o Aleixo.
- Os moradores do Aleixo também se mantêm disponíveis para reunir com a responsável para discutir o assunto.
- O grupo afirma que o único parecer existente é um estudo antigo, da altura do Executivo anterior, que é apenas uma análise genérica do número de consumidores nos dois locais.
- O movimento questiona a existência de um estudo atual, citando declarações da secretária de Estado de que o Município do Porto pediu ao Instituto Português de Comportamentos Aditivos e Dependências (ICAD) um parecer técnico que fundamentasse a transferência.
- No e-mail (enviado ao ICAD e à Junta de Lordelo do Ouro), o grupo solicita informações sobre estudo comparativo entre localizações, acessibilidade dos utilizadores e existência de parecer técnico independente que respalde a decisão.
- Recorda-se que, no dia 26, os moradores do Aleixo também se manifestaram contra a instalação da sala de chuto naquela zona.
O movimento cívico Porto Cidade Responsável pediu, nesta quinta-feira, a divulgação de um parecer técnico que justifique a transferência da sala de consumo assistido do Bairro da Pasteleira para a zona do Aleixo. A quem é dirigida a solicitação não foi especificado apenas a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Alberto Baldaque, que lidera o movimento, afirma que o único parecer existente é um estudo genérico, feito na gestão anterior, que compara números de consumidores entre as duas zonas. Os moradores temem que não haja estudo atual para respaldar a mudança.
Baldaque disse ao JN que, no dia 29, a secretária de Estado mencionou que o Município do Porto pediu ao ICAD um parecer técnico para fundamentar a transferência, o que surpreendeu o grupo. O movimento já foi enviado ao ICAD e à Junta de Lordelo do Ouro e aguarda respostas.
No email enviado, o grupo reforça a necessidade de conhecer se houve estudo comparativo entre localizações, se foi analisada a acessibilidade funcional dos utilizadores e se existe um parecer técnico independente que sustente a decisão.
Os moradores do Aleixo já tinham realizado uma manifestação no dia 26 contra a instalação da sala de chuto naquela área, segundo o mesmo movimento. A ação visa esclarecer o processo decisório e a fundamentação técnica da deslocalização proposta.
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