- O Estado lança, na segunda-feira, novos Certificados do Tesouro (CT) com pagamento anual de juros.
- Os Certificados de Aforro (CA) com prémio de permanência tendem a ser mais atrativos do que os CT em um prazo de dez anos, de acordo com o CM.
- O prémio pela permanência e a remuneração praticada ajudam a criar a diferença face à taxa média anunciada para os CT.
- A taxa média para os CT este mês de julho é de 2,71%, enquanto os CA com prémio oferecem ganhos adicionais.
- A remuneração anunciada para os CT este mês é de 2,356% (dependente da Euribor a três meses).
O Estado vai lançar na segunda-feira novos Certificados do Tesouro (CT), com pagamento anual de juros, substituindo os certificados existentes. A medida envolve ainda prémios de permanência associados aos Certificados de Aforro (CA). O objetivo é tornar os títulos competitivos face aos CT.
Segundo cálculos do CM, o prémio de permanência tende a tornar os CA mais atrativos do que os CT num horizonte de 10 anos. O bónus de fidelidade e a remuneração base contribuem para essa dinâmica de comparação.
A remuneração atual anunciada para os CT é de 2,71% (indicada para este mês). Já os CA contam com um juro de referência de 2,356% para Julho, dependente da Euribor a três meses, acrescido do prémio de permanência.
A diferença entre as duas opções resulta da soma do juro base do CT e do prémio de permanência aplicado aos CA. Assim, a atratividade relativa dependerá da combinação entre o prémio e a evolução da Euribor ao longo do tempo.
Analistas lembram que, para quem pretende investir a longo prazo, o comportamento da Euribor e a sustentabilidade do prémio de permanência são fatores determinantes. O anúncio insere-se no contexto de opções de investimento do Estado para financiamento público.
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