- A onda de calor seca o lago Velence, em Hungria, levando o nível de água a um mínimo histórico de 49 centímetros.
- O governo prometeu um plano abrangente para a gestão da água no lago Velence, após visitas do novo ministro do Ambiente, Gajdos László.
- Em várias regiões, houve restrições de água: rega de jardins e lavagem de carros proibidas, com abastecimento afetado em Szada, Veresegyház e zonas de Fejér e Vas.
- O aumento da população na área de Budapeste, aliado a infraestruturas antigas, tem reduzido o nível de poços e aumentado a necessidade de camiões-cisterna e distribuição militar de água.
- A seca já afeta a agricultura e pode comprometer a produção de feno e, a longo prazo, a rentabilidade do milho, principal cultura do país.
Onda de calor seca lagos e reduz água na Hungria. O lago Velence atingiu um nível histórico de 49 cm, em pleno verão prolongado de calor. A crise afeta várias zonas do país, com restrições de consumo e regimes de abastecimento improváveis de normalizar nos próximos dias.
Autoridades indicam que a combinação de calor extremo e gestão de água falha agrava a seca. O engenheiro agrónomo Horányi Tibor atribui a situação tanto às alterações climáticas como à inação governamental ao longo de décadas. Gajdos László, ministro do Ambiente, prometeu um plano para o Velence.
Em Agárd, o nível do lago baixou ainda mais, com medições a oscilar entre 47 e 48 cm. Em Szada, Veresegyház e em partes dos distritos de Fejér e Vas houve falta de água por vários dias. Bombeiros, câmaras municipais e população recorreram a camiões-cisterna.
Sistema desatualizado e aumento da demanda
Nerpel Balázs, responsável operacional da DMRV Zrt., explica que a população da área metropolitana de Budapeste cresceu, aumentando o consumo de água. Os poços de jardim secam e muitos recorrem à rede pública para rega e enchimento de piscinas.
Os investimentos necessários são de vários milhares de milhões de forints para ampliar a capacidade de abastecimento. Este cenário coincide com a abertura de primeiras horas da manhã, quando a rega é mais intensa e o reservatório chega a esvaziar rapidamente.
Consequências para a agricultura e a população
A seca já compromete a produção agrícola e a alimentação de rebanhos, reduzindo a disponibilidade de feno. Especialistas indicam que o clima pode tornar menos rentável a principal cultura do país, o milho, agravando o desafio económico no campo.
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