- O ministro da Defesa, Nuno Melo, pediu em Guimarães que o Governo monitorize a denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes e inste os Estados Unidos a assumirem responsabilidades.
- A contaminação na Base das Lajes foi identificada desde 2003 por estudos feitos pelos próprios norte-americanos.
- Melo disse que as entidades públicas com competências legais devem ser prioridade na avaliação dos dados oficiais, nomeadamente o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos dos Açores.
- Segundo o Expresso, entre 2020 e 2022 os Estados Unidos não efetuaram trabalhos de mitigação, sustentando que a contaminação não é prejudicial à saúde das pessoas que ali trabalham e vivem.
- Em 2025, a Força Aérea dos Estados Unidos na Europa (USAFE) ameaçou retomar a suspensão dos trabalhos de mitigação, mantendo a posição NO-SIHHS (No Substantial Impact to Human Health and Safety), enquanto há investigação de doutoramento que aponta metais pesados nos esqueletos de habitantes.
Nuno Melo defendeu hoje em Guimarães que o Governo monitorize a denúncia de contaminação de solos e aquíferos na Base das Lajes, e pediu aos Estados Unidos que assumam responsabilidades. A intervenção ocorreu durante o evento Espaço: conhecimento, defesa e economia, no Centro Cultural Vila Flor.
O ministro referiu-se a notícias do semanário Expresso sobre a contaminação identificada desde 2003 por estudos norte-americanos. A investigação de doutoramento que detetou metais pesados nos esqueletos de habitantes é também mencionada como relevante para o debate.
Nuno Melo explicou que a atuação do Estado deve estar nas entidades com competências legais, nomeadamente o LNEC e a Entidade Reguladora dos Serviços de Sinos e Resíduos dos Açores, sem desvalorizar outros estudos. A premissa é a existência de contaminação associada à Base.
Segundo o Expresso, entre 2020 e 2022 os EUA não teriam efetuado trabalhos de mitigação, alegando que a poluição não representa risco para a saúde. Em 2025, a USAFE teria ameaçado retomar o atraso nos trabalhos de mitigação na Praia da Vitória, após uma nova tese de doutoramento.
Contexto técnico e responsabilidades
A USAFE comunicou, por videoconferência em 11 de setembro de 2025, a possível reaplicação da decisão NO-SIHHS, que nega impactos significativos à saúde humana. A medida colocaria novamente em debate a necessidade de intervenções.
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