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Solidariedade surge na Venezuela entre escombros e fendas

Solidariedade emerge entre escombros na Venezuela: voluntários recolhem donativos e resgatam pessoas, numa resposta a 1430 mortos e 3238 feridos

Jovens recolhem donativos na Plaza Candelaria, em Caracas
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  • O sismo na Venezuela deixou 1430 mortos e 3238 feridos, com La Guaira declarada zona de catástrofe.
  • Em Caracas, a população ajuda recolhendo donativos, distribuindo comida e oferecendo apoio aos afetados.
  • María Guzmán e Chantal Carranza viajaram 250 quilómetros, de Clarines, para ajudar nas operações de resgate como voluntárias da Proteção Civil.
  • A imagem do desabamento e do pesadelo vivido por quem vive perto de La Guaira é descrita por moradores como um “filme de terror”.
  • O trabalho de resgate mantém-se organizado em turnos de quinze minutos, com uso obrigatório de máscara e capacete; o país ainda lida com os impactos dos sismos.

Na Venezuela, a solidariedade desponta entre escombros e fendas após os terramotos que abalaram o país. Em Caracas, populações organizam-se para recolher donativos, distribuir alimento e oferecer apoio aos atingidos pela tragédia. O foco é prestar ajuda imediata e manter a comunidade informada.

As imagens de ruas danificadas e edifícios a estilhaçar-se continuam a usar as crianças, idosos e jovens como exemplos da dimensão da tragédia. O transporte regista-se com mais normalidade, as lojas reabertas e o dia a dia a tentar cumprir-se, apesar das consequências dos sismos mais catastróficos em 126 anos.

Reação comunitária de Caracas

A cidade vive um esforço de resposta voluntária, com moradores a reunir-se na Plaza Candelaria para recolher donativos. Voluntários organizam a distribuição de comida e cuidam de pessoas em situação de necessidade, na tentativa de estabilizar a crise humanitária local.

Refúgios e relatos de quem esteve no epicentro

Alexander da Silva Gouveia descreveu o momento de queda de prédios em Tanaguarena, La Guaira, como um filme de terror. Ao descer as escadas, viu degraus desmoronar-se e assistiu ao desabamento de vizinhos, buscando abrigo no Club Tanaguarena.

Fernanda María Teixeira Vieira contou que a casa foi invadida pelo sismo, com móveis tombados e vidro partido no chão. Procurou a gata, temendo ferimentos, e manteve contacto com familiares para manter a calma durante a crise. A imagem da Virgem de Fátima permaneceu intacta entre os destroços.

Operação de socorro: deslocação de voluntárias

María Guzmán e Chantal Carranza viajaram 250 km de Clarines, no estado Anzoátegui, para chegar a Caracas em missão de resgate. As jovens atuam na Proteção Civil, trabalhando na remoção de escombros na região de San Bernardino, junto ao Waraira Repano, na base de operações para localizar pessoas com vida.

Organização do trabalho e condições no terreno

O esforço de resgate segue um regime de turnos de quinze minutos. O uso de máscara e capacete é obrigatório para quem atua junto aos escombros. As operárias destacam que ainda há gritos de sobreviventes, alimentando a esperança de encontrar pessoas com vida. O balanço oficial aponta até ao momento para 1430 mortos e 3238 feridos.

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