- A República Checa registou 40,6 °C em Doksany, a norte de Praga, segundo o serviço meteorológico.
- O recorde anterior era 40,4 °C e data de 2012, em Dobrichovice (sudeste de Praga).
- Um estudo do World Weather Attribution indica que quarenta e cinco por cento das cidades europeias já bateram ou estão próximas de ultrapassar máximos de stress térmico.
- O índice WBGT (relação entre temperatura, humidade, vento e radiação) mostra que 385 localidades, entre 854 analisadas em 30 países europeus, podem ter registado ou poderão registar picos de temperatura globais e de bulbo húmido, com riscos acrescidos para a saúde.
- O secretário executivo da ONU para as alterações climáticas afirma que é necessária uma transição rápida para energias limpas e a proteção de florestas, para aumentar a resiliência climática.
A República Checa registou este sábado uma temperatura recorde de 40,6°C em Doksany, a norte de Praga, segundo o serviço meteorológico local. O valor quebra o anterior máximo de 40,4°C, estabelecido em 2012 em Dobrichovice.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar máximos de stress térmico durante a atual vaga de calor, conforme estudo do World Weather Attribution. A análise abrange 854 cidades em 30 países europeus.
385 localidades já ultrapassaram, ou poderão vir a ultrapassar, os registos globais de temperatura de globo e de bulbo húmido (WBGT), indicador que mede o efeito conjunto de temperatura, humidade, vento e radiação.
Riscos para a saúde e a preparação climática
A combinação de temperaturas extremas com elevada humidade aumenta significativamente os riscos para a saúde, sobretudo entre idosos, trabalhadores ao ar livre, crianças e populações vulneráveis. Os investigadores destacam a necessidade de medidas de adaptação.
Os cientistas associam a intensidade destes fenómenos ao aquecimento global resultante de emissões contínuas de combustíveis fósseis, que intensificam fenómenos climáticos extremos.
A resposta internacional
O secretário executivo da ONU para as alterações climáticas, Simon Stiell, afirma que o calor extremo é um síntoma de alterações climáticas sem controlo, provocadas pela dependência mundial de carvão, petróleo e gás. O responsável aponta a urgência de soluções claras.
Stiell sublinha a importância de acelerar a transição para energias limpas, que já são mais competitivas, além de defender proteção de florestas e maior resiliência climática.
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