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Onze países da UE pedem adiamento das regras do metano por segurança energética

Onze países da UE pedem adiamento de pelo menos três anos às regras sobre metano, citando risco para o abastecimento de gás externo e aumento de custos

Uma bomba extratora de petróleo é visível antes do nascer do sol, a 26 de fevereiro de 2025, em Kermit, no Texas.
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  • Onze Estados‑Membros da UE pedem adiar, por pelo menos três anos, as regras da UE sobre metano, alegando que a aplicação rápida pode comprometer a segurança energética, sobretudo por custos elevados e dependência de fornecedores externos.
  • O pedido, exposto num documento a que a Euronews teve acesso, antecede a reunião dos ministros da Energia no Luxemburgo a 26 de junho; a Comissão Europeia pondera isentar as empresas de petróleo e gás de multas durante três anos.
  • Os países argumentam que, num contexto de instabilidade geopolítica, a aplicação imediata pode restringir o acesso a fontes diversificadas de gás e aumentar o preço para consumidores e indústria.
  • As regras, aprovadas em maio de 2024, criam o primeiro quadro da UE para medir, comunicar e verificar as emissões de metano no setor energético, com sanções para incumprimento; há receios sobre contratos de fornecimento de longo prazo.
  • Ambientalistas e a ONU pedem manter as regras e aplicá‑las plenamente; defendem que reduzir o metano traz benefícios de saúde pública e segurança energética, sem excluir o acesso a fontes diversas.

Onze Estados‑membros da UE pedem adiar em pelo menos três anos as regras sobre metano, por receios de perturbar o abastecimento de gás, sobretudo vindo de fornecedores externos. A solicitação parte da Chéquia e da Eslováquia, com apoio de outros países do bloco.

O pedido foi apresentado numa altura em que os ministros da Energia preveem reunião no Luxemburgo a 26 de junho. A Comissão Europeia está a ponderar isentar, durante três anos, as empresas de petróleo e gás de sanções por violações das regras de emissões de metano.

No documento obtido pela Euronews, os Estados‑membros argumentam que a aplicação imediata pode comprometer a segurança energética em contexto de instabilidade geopolítica. Subvertem a ideia de um período de transição sem sanções vinculante, apontando incerteza jurídica para contratos de longo prazo.

O metano, com efeito de aquecimento global elevado, resulta principalmente da produção de combustíveis fósseis e da digestão de gado. A UE aprovou as regras em maio de 2024 para medir, comunicar e verificar emissões no setor da energia, com sanções por incumprimento.

Contexto geopolítico

Desde a invasão da Ucrânia, a Europa procura diversificar fontes de energia e acelerar a ação climática. As regras visam reduzir emissões ao longo de toda a cadeia de valor da energia, mas há preocupações sobre impactos na oferta e nos custos.

O grupo de países alerta que exigir cumprimentos rápidos pode limitar fornecedores externos que ainda não disponham de sistemas de monitorização de metano. Também citam perturbações globais e a pressão de grandes produtores de gás, como EUA e Qatar.

A carta pública de exportadores, incluindo Argélia e Nigéria, assinala a dificuldade de cumprir o regulamento quando muitos contratos já se encontravam em curso para 2027. Afirmam que a UE tem margem limitada para alterações sem prejudicar o abastecimento.

Reação ambiental e opinião pública

Organizações ambientais enfatizam que reduzir o metano traz benefícios rápidos para a saúde pública e a energia estável. Observam que o regulamento não proíbe importações, apenas estabelece vias de conformidade para fornecedores.

A ONU, por meio do seu secretário‑geral, tem feito apelos para acelerar medidas contra o metano numa cimeira climática, reforçando a necessidade de agir juntamente com os produtores e consumidores.

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