O início do novo código de comportamentos em Albufeira não provocou grandes mudanças nas atitudes dos turistas. Mesmo com regras mais rígidas, o regime atual é visto como pouco eficaz por parte de quem gere o destino.
A Câmara Municipal planeia intensificar a fiscalização com a instalação de sonómetros dentro e fora dos bares e discotecas. A medida visa controlar o ruído e cumprir o novo código, especialmente nas zonas de maior movimento nocturno.
A nudez fora de praias continua proibida, e existem avaliações de abusos constantes. O presidente da Câmara, Rui Cristina, confirma que há registos de situações que violam as regras, e que o plano de reforço da segurança será alargado.
Em termos de pessoal, o presidente da Associação de Promoção de Albufeira (APAL) afirma que o código ficou aquém das expectativas de alteração de hábitos, sobretudo nas áreas de animação nocturna. O corpo de polícia municipal é considerado insuficiente para o conjunto de situações.
Entretanto, o município negocia reforços: na reunião prevista com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, espera-se um aumento de 40 elementos da GNR para o Verão. A autarquia também está a avaliar medidas de fiscalização para assegurar que esplanadas cumpram as áreas reservadas.
Medidas de fiscalização
Desde 1 de Junho entrou em vigor um despacho municipal que reduz em 60 minutos os horários de funcionamento de estabelecimentos nocturnos. Lojas de conveniência encerram às 23h, bares às 3h e discotecas às 5h, num esforço para conter abusos.
A partir do próximo fim‑de‑semana, dia 26, entram em funcionamento sonómetros e limitadores de som, com tolerância inicial de uma semana para testes. O sistema será gerido pela câmara, através de uma aplicação informática.
Os dispositivos concentram-se na área de especial prevenção ruidosa, que abrange Rua da Oura, Baixa, Avenida Sá Carneiro e Centro Antigo. A delimitação cobre ainda um raio de cinco quilómetros para monitorização adicional.
Entre na conversa da comunidade