- Várias organizações da Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) correm o risco de fechar nos próximos meses sem verbas de emergência.
- As instituições mantêm estruturas de atendimento, casas-abrigo e acolhimentos de emergência, dependentes principalmente de fundos europeus.
- A ministra da Cultura convocou uma reunião para esta segunda-feira para discutir o financiamento necessário.
- A tutela afirmou que está a equacionar o reforço da participação do Estado no financiamento destas respostas.
Várias organizações integradas na Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) correm o risco de encerrar atividades nos próximos meses, caso não recebam verbas de emergência para cobrir custos operacionais. As estruturas de atendimento, casas-abrigo e acolhimentos de emergência estão em causa.
Dependentes maioritariamente de fundos europeus, as organizações vão reunir-se esta segunda-feira com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto para discutir a situação. A reunião marca um passo crucial para avaliar alternativas de financiamento.
A tutela aponta que está em vista reforçar a participação do Estado no financiamento destas respostas, mantendo o funcionamento de serviços vitais às vítimas de violência doméstica. O objetivo é evitar interrupções no apoio já prestado.
Situação financeira das organizações
As entidades da RNAVVD já tinham indicado, anteriormente, entraves na continuidade de atividades sem linhas de apoio compatíveis com os custos correntes. O financiamento de emergência surge como prioridade para manter os serviços.
A avaliação da situação envolve o mapeamento de custos, a definição de fontes de financiamento e a identificação de prazos para a implementação de medidas. Aguardam-se propostas oficiais após a reunião com o governo.
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