A Crimeia, território ocupado pela Rússia, enfrenta uma grave crise de combustível após uma escalada de ataques ucranianos contra a indústria energética russa. A crise levou a longas filas nos postos e a uma oferta limitada de combustível na península.
O governador da Crimeia, Sergey Aksyonov, anunciou que a partir das 9h de domingo as vendas de combustível ficarão suspensas para pagamento em numerário, eletrónico e vales, tanto para particulares como para empresas. O abastecimento será reservado apenas a organismos estatais responsáveis pela continuidade do funcionamento da República da Crimeia, pediu aos residentes para manter a calma.
A ofensiva de Kiev contra infraestruturas energéticas russas intensificou a situação, com ataques a refinarias, terminais e depósitos, bem como a camiões cisterna destinados à Crimeia. Zelenskyy afirmou ter atingido instalações em ambos os lados da ponte da Crimeia, incluindo a logística marítima perto de Krasnodar e um depósito temporariamente ocupado em Kerch.
Impacto regional e desdobramentos
O ministro da Defesa ucraniano indicou que o objetivo é isolar a Crimeia através de ataques de drones, reduzindo as cadeias logísticas e deixando a península mais isolada. A equipa defensiva afirmou que as cadeias de fornecimento estão a ser cortadas, o que pode alterar significativamente a logística regional.
Na atualidade, ataques russos no leste da Ucrânia provocaram três mortos e 22 feridos, segundo as autoridades locais. Em Dnipropetrovsk ocorreu uma vítima mortal e nove feridos, em três distritos atacados. Em Poltava, dois ataques deixaram duas mortes e 13 feridos.
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