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Países europeus que atraem milionários e os que os perdem

Europa vê fuga de milionários para Itália, Grécia e Suíça, com Reino Unido, França e Alemanha a perderem quota de mobilidade de riqueza

Italiano Andrea Kimi Antonelli conduz o seu Mercedes durante o Grande Prémio de Fórmula 1 do Mónaco, no circuito do principado, em 7 de junho de 2026
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  • Países europeus atraem milionários: Itália, Grécia e Suíça aparecem entre os destinos mais atrativos, com Chipre, Países Baixos e Portugal liderando o ranking europeu.
  • Reino Unido, Alemanha e França perdem terreno na mobilidade de riqueza, com aumento de pedidos de residência no Reino Unido (mais 15% entre 2024 e 2025).
  • O Henley Private Wealth Migration Report 2026 usa um Índice de Competitividade em Mobilidade de Riqueza (0 a 100), considerando fatores como fiscalidade, Estado de direito, qualidade de vida e estabilidade política.
  • Os dados geram cautela: há dúvidas sobre a fiabilidade dos métodos de recolha, e o relatório esclarece que aponta para tendências, não para contagens exatas; a Henley tem também interesse comercial no tema.
  • Panorama global: Emirados Árabes Unidos lideram com 85,3 pontos; Singapura (79,5) e Nova Zelândia (75,8) seguem; os EUA ficam com 62,3, refletindo interesse crescente de milionários norte-americanos por opções na Europa.

A Henley & Partners publicou o Henley Private Wealth Migration Report 2026, que analisa a mobilidade de riqueza na Europa e no mundo. O estudo passa a classificar países por um Índice de Competitividade em Mobilidade de Riqueza, numa escala de 0 a 100, considerando fatores como impostos, Estado de direito, qualidade de vida e estabilidade.

Os resultados apontam que um conjunto restrito de destinos se fortalece como atrativo, enquanto grandes economias enfrentam dificuldades em manter milionários. A metodologia foi contestada por alguns especialistas, que questionam a robustez dos dados de migração utilizados.

NaEuropa, Chipre lidera com 73,5 pontos, seguido pelos Países Baixos (72,8), Portugal (72,5) e Itália (72,3). A Suíça fica em 70,8 e a Grécia em 70,5, destacando-se pela atratividade de regimes de residência e enquadramentos legais favoráveis.

Entretanto, Itália, Grécia e Suíça aparecem entre os destinos mais procurados, mesmo não liderando o ranking. Itália ressalta o regime de taxa fixa para novos residentes, o imposto sucessório e o acesso ao mercado da UE, com Milão a afirmar-se como polo financeiro. A Grécia é identificada como beneficiária recente de alterações na migração por investimento, após o fim de programas concorrentes.

No extremo oposto, Alemanha (69,7), Noruega (69,0), Reino Unido (68,3) e França (65,7) apresentam pontuações inferiores às de ponta, mas continuam relevantes. Observa-se pressão no Reino Unido, que registou um aumento de 15% nos pedidos de residentes entre 2024 e 2025.

A Henley aponta ainda alterações na atratividade de Alemanha e França, com mais pedidos de informação de cidadãos alemães entre 2025 e 2026, e entrada da França entre as top 15, em 2026, refletindo mudança de cenários de mobilidade de riqueza. Guenther Dobrauz-Saldapenna comenta o deslocar de foco para dimensões mais valorizadas.

Panorama global alargado

Para além da Europa, os Emirados Árabes Unidos aparecem com 85,3 pontos, mantendo força na procura apesar de tensões regionais. Singapura lidera entre níveis elevados (79,5), seguida pela Nova Zelândia (75,8). Os Estados Unidos somam 62,3 pontos, num paradoxo em que, apesar de serem motor econômico, a procura por residências estrangeiras cresce.

Relativamente aos Estados Unidos, quase metade dos pedidos direciona-se a programas europeus, segundo o relatório, sinalizando interesse de nacionais ricos em opções de residência e cidadania no estrangeiro. O estudo sugere uma reorganização global da mobilidade de riqueza, com vários destinos a competir por capital e talento.

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