O grupo de extrema-direita MAL foi alvo de uma operação da Polícia Judiciária, designada Desarme 3D, em junho de 2025. Numa ação conjunta, foram detidas seis pessoas ligadas ao colectivo, em Lisboa e áreas metropolitanas, com a apreensão de explosivos, armas brancas e de fogo, bem como materiais para fabrico de armas em impressoras 3D.
O atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, que liderava a PJ na altura, reconhece uma falha na comunicação com o gabinete do Primeiro-Ministro. Dizia que, em questões de Estado, não faz sentido informar apenas pela via mediática e que a comunicação poderia ter sido diferente.
Neves destacou que, com o evoluir da investigação, surgiram novos elementos via perícias informáticas. Foram analisados computadores e telemóveis, revelando conversas em plataformas como Signal, Telegram e WhatsApp. Um dos líderes era antigo chefe da PSP que operava na esfera municipal de Lisboa.
Desdobramentos
A partir de uma lista de indesejáveis com mais de 150 nomes, ficou claro que os suspeitos ponderavam atacar a casa do Primeiro-Ministro e invadir o Parlamento, notícia que pode ter exigido uma abordagem institucional mais direta. A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, disse ter tratado o assunto com o Ministério Público e a PJ.
No balanço público, Neves afirma que a estrutura criminosa foi desmantelada e que a comunicação, embora necessária, não foi adequada. Questionado sobre ações após a divulgação do caso, refere que já não tutela investigações criminais e respeita o papel das autoridades competentes.
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