O selecionado turco ficou fora do Mundial após duas derrotas sem marcar, em dois jogos da fase de grupos. Perthou a derrota inicial com a Austrália e sofreu mais uma derrota frente ao Paraguai, acabando por não marcar qualquer golo. A equipa de Vincenzo Montella somou apenas derrotas, sem assegurar golos decisivos.
No agregado dos dois encontros, a Turquia disparou 62 remates, com 32 à baliza adversária frente ao Paraguai e 30 frente à Austrália. A posse esteve em 67% contra o Paraguai e 62% frente aos australianos, com 666 passes frente ao Paraguai e 722 contra a Austrália. Mesmo com domínio estatístico, o ataque foi ineficaz diante de blocos defensivos compactos.
Persistência sem ponta-de-lança
A ausência de um punta-de-lança fixo é apontada como uma das principais debilidades. Kerem Akturkoglu atuou como avançado principal, mas o jogador do Fenerbahçe não desempenha a função de 9 puro. Deniz Gül foi o único verdadeiro nº9, utilizado apenas em 35 minutos distribuídos pelos dois jogos.
A seleção turca contava com jovens como Arda Güler e Kenan Yildiz, ambos com 21 anos, ainda sem consolidar liderança ofensiva equivalente à de estrelas do passado. Hakan Çalhanoğlu, capitão e médio de referência, continua a ser o elo mais experiente da equipa, que encerrou a participação com o grupo liderado pelo EUA, apurado com duas vitórias e 6-1 em golos.
Montella reconheceu o impacto negativo dos resultados, afirmando ter presenciado um desempenho raro em toda a carreira. O treinador destacou a coincidência de dois encontros com o mesmo padrão de jogo e frisou que o rendimento precisa de correções para futuras competições.
A equipa turca já projeta voltar a competir em grandes eventos, com a esperança de corrigir a falta de concretização num torneio que marca o regresso ao Mundial, após 24 anos. Os protagonistas, incluindo Güler e Yildiz, terão outras oportunidades de brilho em fases seguintes, caso haja qualificação para novas edições.
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