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Ex-candidato do Chega na Azambuja acusado de 47 crimes sexuais contra menores

Ex-candidato do Chega na Azambuja enfrenta acusação de 47 crimes sexuais contra menores; permanece em prisão preventiva desde dezembro de 2025

Rui Pedro Moreira foi candidato pelo Chega nas duas últimas eleições autárquicas
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  • O Ministério Público acusa Rui Moreira, 22 anos, professor de equitação e ex-candidato autárquico do Chega à Assembleia Municipal da Azambuja, de 47 crimes sexuais contra menores.
  • A maioria dos crimes envolve abuso sexual de menores dependentes ou vulneráveis (37), com dois crimes de violação agravada, um crime de abuso sexual de crianças agravado e sete crimes de pornografia de menores.
  • Os factos terão ocorrido ao longo de vários meses e envolveriam mais de uma vítima, alegadamente menores de 11 e 14 anos.
  • O arguido utilizava a posição de professor no Centro Hípico Lebreiro de Azambuja para aproximar as vítimas, aproveitando-se da relação de ensino; parte dos crimes terá ocorrido nesse centro, onde o pai é dirigente.
  • Rui Moreira continua em prisão preventiva desde a detenção, em dezembro de 2025, após manter-se a decisão mesmo após apelos da defesa.

O Ministério Público acusou Rui Moreira, 22 anos, professor de equitação e ex-candidato autárquico do Chega à Assembleia Municipal da Azambuja, pela prática de 47 crimes sexuais contra menores. O arguido foi detido em Dezembro de 2025 e permanece em prisão preventiva.

A acusação especifica 37 crimes de abuso sexual de menores vulneráveis, um abuso sexual de crianças agravado, dois crimes de violação agravada e sete crimes de pornografia de menores. Os factos teriam ocorrido ao longo de vários meses e envolveriam várias vítimas, com idades entre 11 e 14 anos.

Segundo o MP, o arguido aproveitou a função de professor no Centro Hípico Lebreiro de Azambuja para aproximar as vítimas, tirando partido da relação de ensino. Parte dos crimes terá decorrido nesse centro, onde o pai do arguido é dirigente, o que foi considerado relevante para a decisão de prisão preventiva.

Detalhes do processo

Durante a instrução criminal, a defesa contestou a medida de coação, alegando desproporcionalidade e apontando cooperação com as autoridades, bem como o acesso autorizado ao telemóvel. Contudo, o tribunal manteve a prisão preventiva em vigor.

A investigação teve início com denúncias e seguiu com a recolha e análise de provas adicionais, que ampliaram o leque de acusações. As informações são apresentadas pelo Ministério Público como parte de uma acusação formal.

Ainda não houve comunicação de algum posicionamento oficial da defesa ao público, mantendo-se o sigilo processual enquanto decorrem diligências. O caso continua a aguardar desenvolvimento no âmbito do circuito judicial.

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