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Brasileiros compram prédios em ruínas e expandem oferta de moradias

Investidores brasileiros compram edifícios abandonados em Ílhavo, revitalizam-nos e ampliam a oferta de habitação, estimulando emprego e economia local

Prédios abandonados estão sendo revitalizados por investidores brasileiros. Em Ílhavo, diz o prefeito Rui Dias, a cidade está se renovando
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  • O prefeito de Ílhavo, Rui Dias, afirma que investidores brasileiros compraram prédios abandonados, remodelaram-nos e ampliaram a oferta de moradias na cidade.
  • Esse movimento tem ajudado a reduzir a pressão da crise habitacional, gerado empregos e dinamizado a economia local, com a população de Ílhavo (39,4 mil habitantes) a crescer devido à chegada de imigrantes, sobretudo brasileiros.
  • Dias destacou que há um radar social para acompanhar estas populações, fortalecendo políticas públicas em saúde e educação e facilitando a integração na comunidade.
  • Exemplos de investimento incluem a CinzelMarco em Lisboa, com dois milhões de euros investidos em um edifício que resultou em 10 apartamentos e uma loja; e uma intervenção na Calçada da Memória, no Bairro da Ajuda, com três apartamentos grandes e prazo de conclusão de três meses, além de um terreno no Alentejo com cerca de 25 milhões de euros.
  • O trio de investidores brasileiros, Thiago Melo, Imojornada, e o arquiteto Charles Ruas, com o marroquino Rachid Timchara, tem como foco reabilitar imóveis para classe média e já atuam em áreas como a Baixa da Banheira, no Barreiro, onde o primeiro imóvel vendido foi para um casal jovem.

Brasileiros compram prédios em ruínas, revitalizam-nos e ampliam a oferta de habitação em Portugal. Em Ílhavo, o impacto é destacado pelo presidente da Câmara, Rui Dias, que afirma que investidores do Brasil promovem a renovação de edifícios abandonados. A prática ganha força desde 2017, com benefícios para a economia local.

Segundo Dias, a recuperação de prédios em ruínas transformou a paisagem de Ílhavo, atraindo trabalhadores e criando empregos. A cidade, com cerca de 39,4 mil habitantes, tem visto a habitação ganhar expressão após estas entradas de capital estrangeiro. O fenómeno também reduz a pressão sobre o mercado habitacional.

Otimismo do governo local aponta para um ciclo de desenvolvimento, apoiado pela proximidade cultural entre muitos imigrantes brasileiros e a comunidade de Ílhavo. Dias participou, a 17 de junho, no evento Nova Next, que reuniu investidores e startups na região de Aveiro.

Investidores presentes

Dias afirma que a presença de imigrantes qualificados, especialmente do Brasil, tem impacto económico e reforça serviços públicos como saúde e educação. A comunidade brasileira é apontada como motor de transformação urbana e de dinamização de políticas urbanas.

Acompanhamento social do município visa entender a chegada de imigrantes para orientar políticas públicas. O objetivo é adaptar equipamentos públicos às novas necessidades da população e reforçar a integração.

Embora o foco seja Ílhavo, a tendência de investimento também se observa noutras zonas de Portugal, incluindo Lisboa. Construtoras brasileiras já adquiriram imóveis em ruína e lançaram projetos de reabilitação com investimentos significativos.

Projetos em Lisboa e no Alentejo

Na capital, uma construtora brasileira investiu cerca de 2 milhões de euros num edifício degradado, transformando-o em 10 apartamentos e uma loja. Outros imóveis na Ajuda, em pleno centro, vão gerar três apartamentos grandes. Um terreno no Alentejo deverá receber um projeto de 25 milhões de euros.

Os projetos envolvem brasileiros e profissionais de várias origens, unidos pela recuperação de imóveis para habitação de classe média. O modelo envolve capital privado, gestão de obra e venda direta aos compradores, com financiamento próprio dos investidores.

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