Luís Montenegro, primeiro-ministro, afirmou que soube pelos media de planos de ataque à sua casa, promovidos pelo grupo extremista MAL. A revelação surge sem qualquer contacto prévio das autoridades. A notícia foi publicada esta sexta-feira.
O chefe do Governo disse ter sido surpreendido enquanto participava numa reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, e que a informação chegou de forma repentina, sem possibilidade de diálogo com a família. Reforçou que a proteção de cidadãos deve ser partilhada atempadamente.
Montenegro salientou que a situação envolve não apenas o primeiro-ministro, mas também a sua família, e que a notícia provocou tremenda surpresa entre a mulher e os filhos. Adiantou que a comunicação abusou do direito à informação.
A acusação do Ministério Público, divulgada na quinta-feira, envolve nove arguidos, incluindo um chefe da PSP ao serviço da Polícia Municipal de Lisboa. O grupo é acusado de terrorismo, com planos de atacar alvos políticos, jornalistas e académicos.
Segundo a acusação, o MAL teria também discutido eventual ataque à residência oficial do primeiro-ministro. O Ministério Público não indicou prisões até ao momento, mantendo o caso sob investigação.
Questionado sobre a acusação, Montenegro indicou que a gravidade da ameaça exige uma resposta adequada das autoridades. Reiterou que a forma de divulgar informações deve ser cuidada para proteger os visados.
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