O homicídio de uma menina de oito anos em Valpaços, supostamente cometido pela madrasta, volta a colocar em evidência sinais de violência invisíveis a muitos. O presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC) sublinha a necessidade de a sociedade estar alerta e denunciar suspeitas de maus-tratos.
Segundo Manuel Coutinho, nem todos os casos surgem com violência gráfica. Existem indícios, pessoas que conhecem a situação e a necessidade de agir. O responsável ressalva que a maioria de madrastas e padrastos não comete agressões contra os enteados.
O IAC analisa ainda que crimes deste tipo podem decorrer em contextos de violência doméstica, maus-tratos continuados e dificuldades de controlo da impulsividade. O consumo de álcool, drogas ou certos medicamentos costuma acompanhar comportamentos violentos.
Contexto e impactos na comunidade
Coutinho descreve o caso como dramático e afirma que houve falhas na proteção da vítima, mesmo com mecanismos de denúncia disponíveis, inclusive de forma anónima. O IAC defende que as autoridades devem apurar factos com rigor.
A estratégia para lidar com estas situações passa pelo apoio psicológico, social e, quando necessário, psiquiátrico aos familiares afetados, garantindo acompanhamento adequado durante o processo judicial.
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