- Na VivaTech 2026, a L’Oréal e a PwC discutiram como alcançar longevidade, tanto na vida pessoal como nos negócios.
- A diretora de Inovação e Prospetiva da L’Oréal, Delphine Viguier, destacou que, com sinais de envelhecimento, a solução é mudar de hábitos e investir em inovação, abrir ideias externas e manter a criatividade.
- A diretora de Inovação e Impacto da PwC França e Magrebe, Pauline Adam-Kalfon, afirmou que a reinvenção começa pela subtração: eliminar o que já não gera valor, em vez de acumular novos projetos.
- Dados são fundamentais: a L’Oréal usa IA para identificar padrões e evitar erros repetidos; estudo da PwC mostrou que 20% das empresas capturam 74% do valor da IA, com os melhores registando aumentos de produtividade ou de receitas acima de sete vezes.
- Recomendações comuns: usar IA para crescer, não apenas ganhar eficiência; promover diversidade de origens para maior vitalidade; quando algo falha, o problema surge com maior relevância da oferta, margens e velocidade de decisão. A sessão incluiu ainda a apresentação de uma máscara facial de LED pela L’Oréal e uma aplicação de fitness com IA pela PwC.
A VivaTech 2026 em Paris recebeu um painel dedicado à longevidade, tanto na vida pessoal como na empresarial. O evento, organizado pela Euronews, abordou como gerir o envelhecimento de empresas e pessoas, com foco em mudanças de hábitos e inovação.
Delphine Viguier, diretora de Inovação e Prospetiva da L’Oréal, explicou que enfrentar sinais de idade passa por renovar hábitos. No mostrador da empresa, isso significa reforçar a inovação, abrir-se a ideias externas e manter a criatividade acesa.
Pauline Adam-Kalfon, diretora de Inovação e Impacto da PwC França e Magrebe, acrescentou que a reinvenção empresarial começa pela eliminação de atividades que já não geram valor. O objetivo é priorizar o que diferencia a empresa no mercado.
Dados e IA como motor de resistência
As duas especialistas destacaram o papel dos dados como antídoto contra modas passageiras. A L’Oréal utiliza dados refinados por IA para identificar padrões de sucesso e falhanços, evitando repetições de erros.
Adam-Kalfon trouxe números de estudo da PwC: apenas 20% das empresas capturam 74% do valor da IA. Os melhores obtêm aumentos de produtividade ou de receita várias vezes superiores aos demais.
Práticas recomendadas e diversidade
A conversa enfatizou o uso da IA para impulsionar o crescimento, não apenas a eficiência. Quando uma experiência resulta, deve-se escalá-la rapidamente. A diversidade de origens foi apontada como fator-chave para vitalidade.
Viguier compara a diversidade à biologia, dizendo que origens mistas promovem maior resiliência estratégica e prevenção de riscos. A convivência com diferentes percursos enriquece decisões.
Casos práticos apresentados
A sessão manteve um tom prático: a L’Oréal mostrou uma máscara facial de LED com foco na rejuvenescimento celular, enquanto a PwC apresentou uma aplicação de fitness com IA que diagnóstica o estágio de adoção tecnológica das empresas.
Ambas as convidadas reconheceram que a longevidade não traz caminhos fáceis. Não existem cremes milagrosos nem atalhos de IA, apenas uma gestão atenta de dados, hábitos e energia para sustentar pessoas e organizações.
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