Roberto Martínez analisou o empate entre Portugal e RD Congo numa conferência de imprensa realizada após o jogo. O selecionador nacional assumiu a responsabilidade pela atuação e reconheceu a necessidade de autocrítica, apontando para a avaliação dos 96 minutos do encontro e para aspetos a melhorar no seu conjunto.
O treinador explicou que houve momentos-chave do confronto, incluindo a forma como Portugal geriu o início e o final da segunda parte, as duplas e ligações no eixo ofensivo, e os espaços que procuraram explorar. Aposta na avaliação rigorosa do desempenho como parte do processo do Mundial, sobretudo na fase de grupos.
Martínez destacou a atitude dos jogadores, considerada extraordinária, mesmo quando o resultado não foi o desejado. Recordou que, num Mundial, os rendimentos variam e citou exemplos históricos para enquadrar o processo de construção de uma equipa competitiva ao longo do torneio. Enfatizou que o objetivo não é desviar a atenção para resultados isolados, mas manter o foco no progresso contínuo.
Relativamente ao jogo, o selecionador referiu que Portugal começou bem, abriu o marcador e, nessa sequência, não conseguiu manter a intensidade suficiente para dominar o jogo. A RD Congo aproveitou uma bola parada para marcar, momento que Martínez confirmou ter previsto como parte da qualidade do adversário. O técnico indicou que a equipa tentou manter a posse de bola e criar mais ocasiões, mas a profundidade e a qualidade final não estiveram à altura do ideal.
Sobre Cristiano Ronaldo, o técnico comentou que o Mundial traz desafios adicionais aos jogadores em termos de hábitos de permanência no relvado. No primeiro duelo do torneio, apenas alguns atletas já estavam habituados a permanecer no terreno, o que influencia a dinâmica de equipa. Martínez acrescentou que a equipa está triste, mas irá trabalhar para consolidar o hábito de jogar no nível exigido pela competição.
Fonte: Record
Entre na conversa da comunidade