O Mosteiro das Grutas, símbolo histórico e religioso da Ucrânia, foi atingido na noite de segunda-feira por drones e mísseis russos, causando fogo visível no complexo de Kiev. Zelenskyy descreveu o ataque como um dos crimes mais graves contra a cultura cristã até hoje.
Poucos minutos após as explosões, imagens partilhadas nas redes sociais mostraram chamas no Mosteiro de Kiev-Pechersk, classificado pela UNESCO como Património Mundial. Milhões de ucranianos estavam deslocados ou abrigados, com cerca de 42 000 pessoas a dormir nas estações de metro da capital.
O presidente ucraniano visitou o local na manhã de terça-feira, acompanhado pela primeira-ministra e outros membros do governo, enquanto as operações de salvamento prosseguiam. Os sinos do mosteiro voltaram a soar, apesar dos estragos.
O Mosteiro das Grutas, cuja história se estende entre os séculos XI e XIX, abriga igrejas ligadas por grutas de mais de 600 metros. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que Kiev iniciará procedimentos urgentes junto da UNESCO e de outros organismos internacionais para respostas rápidas.
A comunidade religiosa reagiu ao ataque. O metropolita Epifânio confirmou o bombardeamento da Catedral da Dormição e apelou a orações para salvar o santuário, descrevendo o episódio como mais um crime contra a humanidade, a história e o cristianismo.
O episódio é visto como um golpe significativo ao património cultural ucraniano desde o início da invasão russa. O ataque gerou condenações internacionais e pedidos de proteção do património mundial.
Reações internacionais chegaram de França. O ministro Jean-Noël Barrot comparou o impacto ao de bombardear Notre-Dame, destacando a gravidade do ataque. O presidente Macron reiterou a determinação dos aliados em buscar paz e enfatizou que nada pode justificar a destruição de património universal.
Entre na conversa da comunidade