- A FIFA absolveu o videoárbitro australiano Shaun Evans após investigação a um alegado gesto conotado com supremacia branca, antes de um jogo do Mundial de 2026.
- O Comité Disciplinar independente não encontrou evidências de violações do Código Disciplinar da FIFA, mantendo Evans elegível para a competição.
- O incidente ocorreu minutos antes do jogo Alemanha contra Curaçau (7-1), na jornada inaugural do Grupo E, em Houston.
- O gesto, com o polegar e o indicador a formar um círculo e os outros dedos estendidos, foi interpretado pela Fare como símbolo de White power; a organização pediu a expulsão de Evans.
- Evans, de 38 anos, afirmou ter feito o movimento por tique involuntário; a Fare considerou o gesto prejudicial, mas a FIFA arquivou o caso.
A FIFA absolveu o videoárbitro australiano Shaun Evans após a análise de um alegado gesto ligado a grupos de supremacia branca, ocorrido antes de uma partida do Mundial 2026. A investigação não encontrou violações do Código Disciplinar da FIFA, mantendo Evans na competição.
A decisão foi anunciada pelo Comité Disciplinar independente, que concluiu que não houve infração por parte do assistente de VAR, de 38 anos. O caso ganhou destaque após ter sido solicitado pela Fare, a organização antidiscriminação ligada à FIFA.
Acontecimento e contexto
No domingo, minutos antes da entrada em campo da Alemanha contra Curaçau (7-1), na abertura do Grupo E, a partida decorreu em Houston, nos Estados Unidos. Evans estava na sala de videoarbitragem instalada em Dallas, quando surgiu o gesto com o polegar e o indicador formando um círculo.
Segundo a Fare, o gesto seria uma representação de supremacia branca, associada a um símbolo de poder. A associação pediu a expulsão de Evans do Mundial 2026, mas a FIFA arquivou o processo após ouvir o árbitro e analisar as imagens.
Declarações e consequências
Evans já havia negado ter feito o gesto com intenção política, afirmando que o movimento era um tique involuntário. O árbitro explicou que o gesto se repetia quando segurava uma caneta, e reconheceu que a interpretação poderia ter sido incorreta.
A FIFA confirmou que permanece ineligível para outros jogos apenas no âmbito do Mundial, mantendo Evans apto a atuar na competição. O Mundial 2026 decorre até 19 de julho, reunindo 48 seleções em 104 jogos, organizado pela primeira vez por EUA, México e Canadá.
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