O Irão disputará a sua primeira partida no Mundial de 2026 frente à Nova Zelândia, em Los Angeles. A equipa aterrou na cidade norte-americana ao fim da tarde, coincidindo com a notícia de um acordo para pôr fim à guerra entre EUA e Irão. Voo partiu da base de treino em Tijuana, no México.
Na cidade, a comunidade iraniano-americana esteve dividida entre apoiar a seleção e protestar contra Teerão. No exterior do estádio, entre 300 e 500 pessoas exibiam bandeiras anti-governamentais, algumas com a intenção de manter símbolos de protesto durante a entrada dos jogadores.
Segundo relatos de adeptos, alguns consideram ir ao jogo apenas para rejeitar o regime, enquanto outros querem apoiar a equipa, apelando à união entre a emoção desportiva e a crítica política. A Polícia e organizadores mantêm ações preventivas para evitar incidentes.
Controvérsia e regras da competição
A FIFA proíbe símbolos políticos em estádios, mas não clarifica a posição sobre bandeiras pré-revolucionárias do Irão. A imprensa viu apoiantes com a bandeira histórica a passar pela segurança sem obstáculos, apesar das advertências oficiais.
A Reuters referiu que alguns torcedores carregavam a bandeira do leão e do sol ou vestiam T-shirts associadas ao símbolo histórico iraniano, sem impedimentos aparentes. Outros manifestantes optaram por vãoar a seleção durante a entrada no recinto.
Contexto e antecedentes
A participação iraniana neste Mundial decorre num contexto complicado de tensões regionais, com ataques recentes entre EUA, Israel e o Irão. A equipa mudou a sua base de Arizona para o México, e surgiram críticas de falta de vistos para parte da comitiva.
Também se tem referido que alguns bilhetes foram retirados aos adeptos, e que parte da delegação enfrentou dificuldades administrativas para obter vistos dos EUA, complicando a deslocação para o torneio.
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