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Mulher operada ao túnel carpiano piora e acusa negligência do hospital São João

Mulher operada ao túnel cárpico no hospital de São João acusa negligência médica e relata dores crónicas, gelo e cremes para alívio contínuo

Isabel Rocha queixa-se de ter sido vítima de negligência médica
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  • Isabel Rocha, 58 anos, foi diagnosticada com síndrome do túnel cárpico e encaminhada para cirurgia no Hospital de São João, no Porto.
  • Após seis meses teve a primeira consulta e pouco tempo depois foi operada, sendo o procedimento marcado para o dia três de junho, quando atuaram dezoito mulheres; ela foi a última e teve intervenção também ao dedo polegar direito que estava em mola.
  • A dona de casa afirma ter ficado pior depois da operação, vivendo com dores constantes.
  • Diz que alivia colocando a mão em água fria com gelo durante trinta minutos, três a quatro vezes por dia, e que utiliza muito creme, já tendo gasto mais de trinta latas em três anos.
  • Desde a cirurgia, já teve de ir a catorze consultas no hospital (segundo o relato).

Isabel Rocha, 58 anos, relata agravamento após uma cirurgia ao túnel cárpico no Hospital de São João, Porto, acusando negligência médica. A queixa envolve dor persistente no braço direito e formigueiro na mão, três anos depois do diagnóstico.

A paciente sofria de uma síndrome do túnel cárpico reconhecida por exame de eletromiografia. O encaminhamento foi feito pelo médico de família para intervenção cirúrgica no hospital, com uma primeira consulta após seis meses de espera. A operação ocorreu no dia indicado pela equipa hospitalar, num dia em que 18 mulheres foram operadas; Isabel foi a última a ser intervencionada, incluindo uma correção adicional ao dedo polegar direito.

Desde então, afirma não ter melhorado e descreve dor contínua que só cede com aplicação repetida de água fria com gelo. A parceria de tratamentos inclui uso intensivo de creme. Em três anos, a paciente já realizou 17 consultas no hospital.

Reação do hospital e contexto

Segundo Isabel, o piorou após a cirurgia, levando-a a questionar a atuação médica. O caso fica agora sujeito a investigação interna do hospital para apurar eventuais falhas no procedimento ou no perioperatório, bem como o acompanhamento pós-operatório. A direção do hospital não se pronunciou publicamente sobre o caso até ao momento.

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