Isabel Rocha, 58 anos, relata agravamento após uma cirurgia ao túnel cárpico no Hospital de São João, Porto, acusando negligência médica. A queixa envolve dor persistente no braço direito e formigueiro na mão, três anos depois do diagnóstico.
A paciente sofria de uma síndrome do túnel cárpico reconhecida por exame de eletromiografia. O encaminhamento foi feito pelo médico de família para intervenção cirúrgica no hospital, com uma primeira consulta após seis meses de espera. A operação ocorreu no dia indicado pela equipa hospitalar, num dia em que 18 mulheres foram operadas; Isabel foi a última a ser intervencionada, incluindo uma correção adicional ao dedo polegar direito.
Desde então, afirma não ter melhorado e descreve dor contínua que só cede com aplicação repetida de água fria com gelo. A parceria de tratamentos inclui uso intensivo de creme. Em três anos, a paciente já realizou 17 consultas no hospital.
Reação do hospital e contexto
Segundo Isabel, o piorou após a cirurgia, levando-a a questionar a atuação médica. O caso fica agora sujeito a investigação interna do hospital para apurar eventuais falhas no procedimento ou no perioperatório, bem como o acompanhamento pós-operatório. A direção do hospital não se pronunciou publicamente sobre o caso até ao momento.
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