- A Investe Piauí está a aumentar o perfil do estado na Europa, com gabinetes em Lisboa, Boston e Xiamen, para diferentes prioridades (Europa: acesso a hidrogénio verde e turismo; EUA: educação; China: exportação de agroindústria).
- Em Lisboa, o retorno do investimento tem sido significativamente superior ao previsto, justificando a presença internacional do organismo.
- Os principais setores-alvo para atrair investimento são turismo e energia renovável; há negociações com grupos hoteleiros portugueses, incluindo a cadeia Luzeiros.
- O objetivo inclui ampliar o aeroporto de Parnaíba e criar uma empresa aérea regional para ligar Teresina e Parnaíba a capitais como Fortaleza, Recife e Salvador, com conversações com TAP e EuroAtlantic.
- Fortes incentivos à educação, com Piauí a liderar no nordeste em ensino secundário e a incluir Inteligência Artificial como disciplina obrigatória, visando atrair empresas e reduzir burocracia.
Daniel Martins, diretor comercial da Investe Piauí para os mercados europeus, enfatiza resultados positivos em várias áreas da atividade da organização. O objetivo é reposicionar o Piauí no panorama nacional e internacional, com foco na visibilidade europeia via escritório em Lisboa.
Desde 2023, o governo liderado pelo governador Rafael Fonteles tem promovido a integração do estado em redes globais, usando Lisboa como porta de entrada para a Europa. A estratégia inclui ainda sedes em Boston e Xiamen para cobrir três frentes prioritárias.
Em Lisboa, uma estratégia com três frentes
A presença em Portugal visa facilitar o acesso a hidrogénio verde e ao turismo. Nos EUA, o foco está na educação, dada a proximidade com o MIT. Na China, a exportação de produtos agroindustriais é o eixo principal. A aposta em três localidades justifica o investimento nos escritórios internacionais.
Turismo, energia e conectividade
Entre os setores prioritários para atrair investimento, destacam-se turismo e energia renovável. Em Lisboa, continuam negociações com grupos portugueses, incluindo a rede hoteleira Luzeiros, que tem propriedade no Piauí e em Lisboa. O objetivo é alavancar a hotelaria na região.
O projeto de melhoria do Aeroporto de Parnaíba, na costa, é outra ambição. A ideia é abrir ligações com o interior e criar uma companhia regional para ligar Teresina e Parnaíba a capitais como Fortaleza, Recife e Salvador. Conversações já ocorreram com TAP e EuroAtlantic.
Educação, indústria e internacionalização
No capítulo educativo, o Piauí tem promovido reformas que elevam o Ideb e tornam o estado líder no Nordeste no ensino secundário. A regionalização do conhecimento é apresentada como vantagem competitiva para investidores portugueses. A iniciativa inclui ainda a inclusão obrigatória de Inteligência Artificial no currículo.
Além disso, a Investe Piauí pretende ampliar o diálogo com setores da pesca, do processamento de conserve e de energia renovável, mantendo ligações ativas com empresas locais e internacionais para facilitar parcerias.
Apoio institucional e atuação internacional
A organização atua como ponte entre o governo do Piauí e investidores, com o apoio da Câmara de Comércio Portugal–Piauí, da Câmara Europeia de Apoio a Investidores Estrangeiros e de entidades locais. Esses elos ajudam a abrir portas no mercado português e na administração pública.
Participações em feiras incluem Web Summit, BTL e Brazil Origin Week. Internacionalmente, marcaram presença em eventos como a World Hydrogen Summit, InnoTrans e Hyvolution, visando fortalecer a presença do Piauí no ciclo de negócios global.
Obstáculos e diferenciais
A burocracia é apontada como principal entrave, comum em muitos contextos. A Investe Piauí diferencia-se pelo apoio a licenças, autorizações e procedimentos, atuando através de três escritórios no estrangeiro para acelerar processos sem comprometer a conformidade.
O objetivo permanece claro: tornar o Piauí mais conhecido e atrativo para investimento estrangeiro, mantendo um ritmo de crescimento sustentável e competitivo no cenário nacional e internacional.
Entre na conversa da comunidade